quinta-feira, 6 de abril de 2017

Até o último homem



 Diretor: Mel Gibson
Atores: Andrew Garfield, Vince Vaugh, Teresa Palmer, Sam Worthington, Luke Bracey, Hugo Weaging, Rachel Griffiths, Ryan Coer
Gênero: Guerra
Duração: 140 minutos
Ano: 2017



Sinopse: Durante a Segunda Grande Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss (Andrew Garfield), recusa-se a pegar em uma arma e matar pessoas, porém durante a batalha de Okinawa, ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss, o primeiro opositor consciente, da história norte-americana a receber a Medalha de Honra no Congresso.


Surpreendente!!! Uma história linda, que ficou guardada por tantos anos, já nos anos 50, o produtor Hell B. Wallis, tinha tentado comprar a história de Desmond T. Doss, e esperava que Audie Muply estrelasse a produção. No entanto, Doss não tinha interesse em fazer sua história um típico filme de Hollywood. Nos anos 90, Stan Jernsem,da Igreja Adventista do Sétimo dia, levou a história para o produtor Gregory Crosby, na esperança de convencer Doss, mas nem assim virou filme. Só após sua morte em 2006, com 87 anos, que seu filho autorizou a que história verídica e poderosa de seu pai, chegasse às telonas. Um soldado americano, pacifista, cristão que foi condecorado por bravura em combate, sem sequer disparar um único tiro e de sua batalha pessoal para sustentar este ideal, em plena Segunda Grande Guerra. É uma história forte, que além da mensagem nobre de seu contexto: promover uma reflexão mais aprofundada: Matar ou não matar??? Não matar é virtude, matar inimigos que atacam, é bravura. Como lidar com o conflito diante do Mandamento "Não Matarás", com o patriotismo de guerra??? Possibilita ainda outras reflexões: HUMILDADE, Doss nunca almejou tornar-se uma celebridade por conta de suas ações em combate e ainda mostra um ótimo MODELO de MASCULINIDADE, não narcisista, modesto e generoso, fiel ao seu ideal. Amei!!! E por conta desse idealismo, acaba sendo muito hostilizado e até mesmo agredido pelos colegas e superiores, quando percebiam e afirmavam que sua recusa em portar armas era sentido como covardia e traição. Com Roteiro de Robert Schenkkan e Andrew Knight, Trilha Sonora de Rupert Gregson-Williams, Direção de Arte de Mark Robins e Fotografia assinada por Simon Duggan.


Curiosidades: o filme foi baseado em um documentário feito pelo produtor Terry Benedict, denominado The conscientious objector (O objetor consciente), onde Doss diz que: "os verdadeiros heróis, foram os que tombaram..." Informa que ajudou em torno de 50 soldados, mas seus colegas relatam que foi em torno de 100, então se chegou a um consenso de 75 soldados, que foram por ele e não só americanos. Ainda que fosse  franzino fisicamente, mas com uma determinação de ferro. Segundo Gibson, o filho de Doss esteve em algumas filmagens e se emocionou muito com a atuação de Garfield. É o primeiro filme dirigido por Gibson depois de  10 anos do lançamento de Apocalypto. Foi filmado em 59 dias. O filme recebeu uma ovação de 9 minutos e 48 segundo no Festival de Cinema de Veneza, em setembro de 2016. Foi indicado a 6 categorias no Oscar 2017, para Melhor Filme, Direção, Ator, Edição de som, ganhando para Melhor Mixagem de som e Edição. Ao BAFTA foi indicado  e venceu na categoria de  Melhor Montagem, No Sindicato dos Atores, venceu para Melhor Elenco e foi muito indicado e ganhou muitos prêmios foi no AACTA (Festival de arte em cinema e televisão da Austrália), venceu para Melhor Filme Longa-metragem, Diretor, Ator (Andrew Garfield), Ator Coadjuvante (Hugo Weaging),  Roteiro Original, Fotografia (Simon Duggan), Edição e Som.
Vou confessar que me surpreendi com a atuação do ator principal Garfield, uma vez que suas atuações em O espetacular Homem Aranha, deixaram a desejar,mas neste filme, ele convence de uma maneira ao mesmo tempo consistente e serena.
Recomendo!!! Forte e sensível ao mesmo tempo.

terça-feira, 28 de março de 2017

Constantine





Diretor: Francis Lawrence
Atores: Keanu Reeves, Rachel Weizs, Tilda Swinton, Shia LaBeouf, Djimon Housou, Gavin MacGragor Rossdale, Peter Stormare
Gênero: Terror
Duração:121 minutos
Ano: 2005

Sinopse: John Constantine (Keanu Reeves) é um experiente ocultista e exorcista, que quando adolescente tenta o suicídio,ficando 2 minutos morto. e literalmente no inferno. Já Angela (Rachel Weizs) é uma policial que investiga a misteriosa morte de sua irmã. As investigações levam a um mundo de sonhos, em que precisam lidar com demônios e o Anjo Gabriel.


Filme com enfoque religioso/espírita, apresentando a eterna competição entre o bem e o mal (Deus e o Demônio) e o que tudo isso reflete em nossas vidas e escolhas. Também aborda a questão das doenças mentais e/ou perturbações mentais, terem um fundo espiritual ou pelo menos uma ligação. O filme são contos sobrenaturais baseados na História em Quadrinhos Helblezer, adaptação do personagem da DC Comics, John Constantine, que na verdade é mostrado como o contrário do herói dos quadrinhos: é apresentado como um homem pouco sensível, chegando a ser rude, sem ser arrogante; não é atlético; viciado em cigarro e álcool. Tendo como único poder, conseguir distinguir os "espíritos híbridos" que habitam a Terra (aqueles que servem a Deus a ao Demônio). Também aprendeu através de algumas técnicas, transitar nos dois mundos. Constantine não é propriamente altruísta e nem quer salvar o mundo, deseja salvar apenas a si mesmo. Conheceu o inferno, sobreviveu e então passou a dedicar sua vida a enviar de volta ao seu local de origem, todos os espíritos que de alguma forma ameaçam o Equilíbrio do plano terreno, mas no fundo seu maior desejo é barganhar com Deus, conquistando seu lugar no céu (mesmo sabendo que é um condenado, um suicida). É solitário, meio que vivendo de forma errante, mas que tem seu destino entrelaçado com  o personagem de uma policial, assim são,ambos, envolvidos em uma trama bem construída, mas sinistra. ao conhecer uma policial. Reeves revela em uma entrevista para o site Sci Fi Wire,na época das filmagens que: "o seu personagem vive em conflito com sua missão na Terra,


Que é um sujeito nervoso e ambivalente. Que há uma frase no texto que diz: que #Deus tem um plano para cada um de nós#. Algumas pessoas gostam disso,outras não, ma do jeito que vê Constantine, ele é o tipo que não gosta...mas que adora não gostar." Que como o filme  e a história são sombrias, a censura acabou ficando por volta de 13/14 anos e sobre o diretor, diz que por ser esterante em longa, esta sendo cuidadoso em dar ao filme uma sensação correta, uma atmosfera de cinema "noir", o que ele acredita ser a abordagem correta para o personagem. E que se o filme for bem aceito, tiver boa bilheteria,poderia até fazer um segundo filme, pois está gostando muito de fazer o personagem. Que para fazer um filme, o texto tem que despertar o seu interesse no sentido de ter um  final com uma transformação positiva ou uma redenção, o que acontece com este filme. Ainda que as lutas neste filme sejam mais humanas que espirituais.
O roteiro foi a três mãos: Mark Bomback, Frank A. Capello e Kevin Brodbin e os autores da obra são Jamie Dellano e Garth Enniv. Com Trilha Sonora assinada por Brian Tyler e Diretor de Fotografia (que é linda, com aqueles tons avermelhados e quentes) Philippe Rousselot.
O filme teve uma recepção mista por parte da Crítica Especializada. Alguns gostaram, outros não. Maior crítica de que a história com potencial e visual fascinantes, mas que poderia ter havido um melhor aprofundamento.
Curiosidades: na Revista "Helblazer" na qual são publicadas as histórias do protagonista, John Constantine vive em Liverpool, Inglaterra, no filme, o diretor optou por fazê-lo viver na Califórnia, EUA. O nome do filme era para ter o mesmo nome da Revista, mas foi descartado pelos produtores de vido a ser semelhante a Hellraiser - Renascido do inferno (1987). Houveram baixas no Projeto, inicialmente a direção era para ser de Tarsem Singh, que deixou o projeto após a contratação de Nícolas Cage para interpretar o protagonista principal, pois acreditava que Cage não poderia fazer o filme que desejava. Algumas semanas depois Cage também abandonou o projeto, Sendo Reeves o escolhido para dar vida ao herói polêmico, mas cativante e está impecável, como sempre.
Recomendo. Tem cenas fortes e nos faz pensar sobre nossos valores religiosos. 

A chegada



 Diretor: Denis Villeneuve
Atores: Amy Adams, Jeremy Renner, Forrest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Mark O'Brien, Tzi Ma, Pat Kiely, Mark Camacho
Gênero: Ficção científica
Duração: 116 minutos
Ano: 2017


Sinopse: Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam ameça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

Filme tocante!!! Que acaba por mexer com nossos sentimentos mais profundos, ao fazer uma paralelo de contatos com seres alienígenas e a uma interiorização dos nossos sentimentos, como medos, perdas, finitude,  sonhos e principalmente a nossa relação com o tempo/espaço.´É um filme que agrada visualmente, mas que nos causa uma certa inquietação, pela modo como o tema vai sendo abordado, nada muito claro e pela própria dificuldade de compreender sua mensagem; devagar é que tudo vai fazendo sentido. Inicialmente é um tanto confuso, até "cair a ficha", de percebermos a intenção do diretor: de promover uma reflexão e aprofundamento sobre sofrimentos como impotência, vulnerabilidade, expectativas, vida e morte... Partindo de um drama coletivo (a ameaça, uma possível extinção da Terra) coincidindo com um drama pessoal (vivências de perdas e luto). Mas também e principalmente sobre o nosso conceito e de como percebemos e lidamos com o tempo e o espaço. O filme meio que parece um quebra-cabeça que vai montando e que vai mexendo profundamente, ainda que sutil, com o nosso psicológico. A atuação de Amy está brilhante, expressiva, emana toda a angústias e incertezas, que "sofremos" junto com ela, quando assume este desafio inédito, de desvendar o indesvendável (tentativa de compreensão e dar sentido a uma linguagem (ruídos e grunhidos) e uma forma escrita consistindo em inúmeros símbolos circulares.. A fotografia, assinada  por Bradford Young é majestosa e impressiona, com um tema pouco comum no cinema, aliens bonzinhos, com forma "esquisita" e atípica, sem grande batalhas épicas, sem efeitos especiais explosivos (bem ao contrário, com silêncios, fragilidade, fascinação, hesitação) e ainda uma protagonista forte, mas ultrassensível, com uma capacidade incrível de compreensão quando utiliza recursos internos para isso. Em uma entrevista ao Jornal The New York Times, o diretor diz: "Eu sou de uma geração de homens que teve contato com as novas idéias do FEMINISMO.


Eu fui criado de maneira a não sentir medo dessas idéias. Eu as achava algo lindo". Então, ele e o roteirista Eric Heisserer, optam pela escolha de uma mulher, para compor esta história, onde o universo é ainda quase que exclusivamente masculino: militares, matemáticos, físicos. Particularmente, amei a idéia toda!!! É ainda um filme que provavelmente criará polêmica, amado ou odiado, mas não passará despercebido e de preferência que se veja mais de uma vez, para entendimento de sua complexidade, por não ser um filme de grandes ações, é uma obra mais emocional. Foi baseado em um conto História da sua vida, do escritor Ted Chiang, que é um escritor estadunidense, conhecido por suas histórias de ficção científica. Já foi condecorado com o Prêmio Nebula, o Prêmio Hugo e o Prêmio Locus. Mais ou menos assim: ..."chegam os aliens, a mídia entra em polvorosa, pessoas amedrontadas e forças armadas de todos os países em alerta pois naves/casulos estão pairando sobre o céu de vários países..."
Música marcante de Jóhann Jóhannsson e Joe Walker como montador chefe.
Indicações e Premiações: Oscar 2017, foi indicado nas categorias: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Mixagem, Direção de Arte, Fotografia e Edição. Venceu para Melhor Edição de Som. No Globo de Ouro 2017, foi indicado a Melhor Atriz em filme Dramático e Trilha Sonora Original. Foi indicado no Festival de Veneza, para Melhor Diretor e no Critic's Choise Awards,teve indicações para Melhor Filme, Diretor, Atriz, Cinematografia, Direção de Arte, Edição, Efeitos,Visuais, e Trilha Sonora, vencendo nas categorias de Melhor Filme de Categorias Específicas e Roteiro Adaptado.  
Curiosidades: o nome original do filme era "Story of my life", a real tradução do nome do conto em que foi baseado, mas o público de teste, não gostou do título, e portanto foi mudado para A chegada, para causar um maior impacto. E causou!!!
O diretor canadense, vinha nos brindando com filmes numa linha mais de suspense com aprofundamento psicológico como O homem duplicado, Os suspeitos (2013) e Sicário (2015), agora resolveu inovar, apresentando um gênero diferente. Para fazer pensar...Gostei muito!!!
Recomendo!!! Impressiona.
Veja e comente.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Os reis do mambo


Diretor: Arne Glinder
Atores: Antônio Banderas, Armand Assante, Maruschka Detmers, Cathy Moriaty, Célia Cruz, Vondie Curtis-Hall, Roscoe Lee Browne, Talisa Soto, Desi Arnaz Jr
Gênero: Drama


Duração: 105 minutos
Ano: 1992

Sinopse: Fugindo de uma violenta disputa contra gângster donos de clube onde trabalhavam em Havana, César (Armand Assante) e seu irmão Nestor Castillo (Antônio Banderas), vão para Nova York para alcançar sucesso musical. Mas são forçados a fazerem trabalhos temporários e precisam se esforçarem muito, para conseguir realizar o sonho comum, de serem músicos reconhecidos.

Bem, aqui vai mais um filme marcante. Comovente!!! A história de dois irmãos que se amam muito e tem o mesmo talento e amor pela música, mas com sonhos completamente distintos e esta relação fraterna em alguns momentos, mostra se fragilizada pelas divergências, enquanto César (Assante) é mais atirado e mais ambicioso, Nestor (Banderas) é mais tímido e prefere uma vida mais simples e demonstra sentir mais saudade da terra natal, tudo isso os leva a se afastarem e a gerar inúmeros conflitos. O filme é musicalmente lindo, dançante e mostra a batalha pelo sucesso, os romances, as músicas cubanas, shows vibrantes e a diferença entre a cultura local (americana) e a dos imigrantes.


   

         O filme é baseado no livro The Mambo Kings play songs of love, de Oscar Hijuelos, que foi premiado com o Pulitzer de Ficção em 1990. Que conta a história de dois cubanos aventureiros e pobretões, que chegam na América com uma mala cheia de canções e cheios de paixões e desejo de fazer sucesso como músicos profissionais em Nova York dos anos 50. No caminho para a fama eles conhecem várias pessoas que marcam seus destinos, trazendo alegrias e tristezas. O filme é um dos mais impactantes produzidos nos anos 90, recheado de energia, tragédia, carregado de belas canções e atuações marcantes. Adoro quando eles "oram" antes de cada show: Fazem o sinal da cruz, dizendo: "em nome do Mambo, da Rumba e do Cha Cha Chá", show demais!!! Fotografia de Michael Ballan e Figurino de uma vencedora de vários Oscares, Ann Roth (assinou entre outros: Perdidos na noite (69), A garota do adeus (77), Amargo Regresso (78), Hair (79), A insustentável leveza do ser (88), Uma secretária de futuro (88), O paciente inglês (96). Trilha sonora de Carlos Franzetti e Robert Krafitt, e letras com participação do também diretor. Músicas incríveis, como Perfídia, Guantanamera, La dicha mia, Cuban Pete, de Célia Cruz e Tito Puente e outras e a belíssima Beautiful Maria of my soul, que foi indicada ao Oscar 92, para Melhor Canção, sendo cantada no filme nas duas versões, em inglês e em espanhol. Linda demais!!! Produção impecável de Arnon Michan e de Arne Glinder, onde a reconstituição de Nova York, do meio do século passado, ficou perfeita e muito charmosa.


Curiosidades: Foi o primeiro filme de Banderas em língua inglesa, tanto que ele ainda não dominava o inglês, na época em que o filme foi rodado, então teve que decorar todas as falas e as reproduziu só a partir dos sons. O mesmo acontecendo co Assante, só que inverso, não falava nada em espanhol. Os produtores da Warner cogitavam para os papéis de César e Nestor, Jeremy Irons e Ray Liotta, mas ao fazerem os testes com Banderas e Assante, perceberam que eles eram perfeitos para os personagens, O que realmente deu certo, estão maravilhosos no filme. Banderas também precisou recusar o papel para o filme De saltos altos, de Pedro Almodóvar, em que seria sua sexta parceria com o diretor. Os dois só voltaram a trabalhar juntos 20 anos depois, em A pele que habito, filme que já comentei. Será que ficaram com a relação estremecida??? Uma vez que Banderas era o "muso" de Almodóvar??? Vai saber né??? Já o papel de Dolores, era inicialmente da atriz Isanella Sciorra, que durante a pré-produção precisou abandonar o filme. A atriz Maruschka foi escalada então, duas semanas após o início das filmagens.
Recomendo!!! Muito bom de ver, ficamos envolvidos os tempo todo, vidrados nos acontecimentos.
Gostei tanto, que meu amigo/irmão D., acabou por me presentear com o CD, do filme, há muito tempo atrás. Tenho até hoje. Amo!!!

sábado, 14 de janeiro de 2017

Como eu era antes de você


Diretora: Thea Sharrock
Atores: Emília Clarke, Sam Clafin, Janet Mc Teer, Charles Dance, Brendan Coyle, Jenna Coleman, Mathew Lewis, Vanessa Kirby, Stephen Peacocke,Samantha Jake
Gênero. Romace
Duração^110 minutos

Ano:2016

Sinopse: Rico e bem sucedido, Will (Sam Clafin), leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais, até sofrer um acidente em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação faz com que se torne depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais. É neste contexto que Louisa Clarke (Emília Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta e com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível pra melhorar o estado de espírito de Will e aos poucos, acaba se envolvendo com ele.


Amei este filme!!! E é claro o livro homônimo de Jojo Moyes, que faz uma reflexão, não com muita profundidade (acredito que este não era o propósito), sobre liberdade de escolha e suicídio assistido. É um toque, uma chamada de atenção sutil que a autora aborda, para quem sabe haver um aprofundamento individual, interno a respeito deste tema polêmico. O filme apresenta um romance lindo entre duas pessoas completamente diferentes, mas que acabam por descobrir muitas afinidades que os leva a uma crescimento pessoal incrível, fazendo toda a diferença em suas vidas. Um tema nada inédito, mas mostrado com uma roupagem contemporânea e com personagens tão cativantes, que não tem como não amar. Uma delícia de ver!!! Saímos do cinema com a alma aquecida, emocionada e querendo mais. Ainda bem que muito provavelmente haverá uma sequência, pois os leitores sugeriram (quase implorando) e a autora escreveu Depois de você. Já li, é lógico!!! Mas nunca dispenso a magia e encanto do cinema, mesmo conhecendo a história que deu origem as filmagens. Vou aguardar ansiosamente a chegada deste também nas telonas. Will Traynor: lindo, mas inicialmente cínico e mau humorado, mas que gradativamente vai se mostrando sensível, atento, companheiro, sem perder o seu senso de realidade e firmeza. Louisa (Lou) Clarke: linda, super expressiva, peculiar, doce e comovente (totalmente transparente em demonstra suas emoções, tanto que vamos sentindo tudo com ela:alegria, dor, tristeza, angústia, amor,enfim tudo!!!).



Inicialmente achei um pouco exagerada as suas expressões, mas depois entendi que era para compensar a quase que total imobilidade de Will, por causa de sua tetraplegia, Então ambos são mostrados em muitas cenas, com muito foco no rosto, na troca de olhar e sorrisos. Totalmente cativantes!!! Com a química perfeita que o filme precisava. Rimos com eles, com diálogos engraçados e choramos também com suas dores físicas e emocionais. A atitude alegre e otimista de Lou será amplamente testada quando se torna cuidadora de Will, sem a menor prática e conhecimento sobre sua condição, mostra ser um desafio e tanto para ela. Mas ela tem exatamente do que ele precisa no momento: uma energia contagiante e esta desabrochando para a vida, sem falar de que na sua inocência, o trata como um ser humano e não como doente/paraplégico.
Curiosidades: a escritora Jojo Moyes, também foi a roteirista do longa, o que deu uma originalidade maior no filme, claro que não é tão "perfeito" como o livro, com toda sua riqueza de detalhes, mas é muito preciso na mensagem que a autora deseja alcançar.
Inicialmente o papel masculino foi atribuído a Tom Hidleston (bem, sou totalmente suspeita no que se refere ao Tom, mas acredito que o papel também cairia bem nele como uma "segunda pele", ele é simplesmente maravilhoso, muito expressivo e o personagem sofrido mas decidido, certamente faria com maestria), que já havia trabalhado com a diretora na minissérie "The hollow crown". Depois no entanto, Sam Clafiin foi o escolhido. Embora não dividissem cena alguma, Emília Clarke (Louisa) e Charles Dance (Steven Trynor, pai de Will), já estrelaram a mesma série, Game of Thrones. Na semana de lançamento do filme nos cinemas americanos, o livro original homônimo em que o filme é baseado, subiu na posição de 141 para 3, na lista dos livros mais vendidos da USA Today.
A Trilha Sonora do filme é maravilhosa, tendo como responsável musical Craig Armstrong,músicas lindas de Jack  - Surprise yourself, Imagine Dragons - Not today, Max Jury - Nunb, Jessie Warc - Till the end, X Ambassadors - Unsteady e duas de Ed Sheeran que amo: Thiking out loud e a inesquecível Photograph. Demais!!!

Frases marcantes do filme:
"Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível."
"É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente. Você mudou a minha vida muito mais do que esse dinheiro vai mudar a sua."
"Poucas coisas ainda me fazem feliz, e você é uma delas."
"Às vezes, Clark, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama."
"Não pense muito em mim. Não quero que você fique toda sentimental. Apenas viva bem. Apenas viva…"
"Você só pode ajudar alguém que aceita ajuda."
"A finalidade da música, é fazer com que você se desligue do mundo." 

Recomendo!!!

Scarface


Diretor: Brian de Palma
Atores: Al Pacino, Michelle Pfeiffer, Steven Bauer, Robert Loggia, Mary Elizabeth Mastrantonio, Mirian Colón, F. Murray Abraham,Harris Yulin, Paul Shenar
Gênero; Drama
Duração: 175 minutos


Ano: 1984

Sinopse: Um criminoso cubano, Tony Montana (Al Pacino), é exilado de Cuba para Miami, EUA. Ao lado de alguns companheiros, um deles Manny Ribeira (Steven Bauer), Tony começa fazendo pequenos trabalhos para um chefão do tráfico de drogas, Frank Lopez (Robert Loggia), e em pouco tempo sobe na organização criminosa, enquanto sobem ainda mais suas ambições. Tony se apaixona por Elvira Hanckoc (Michelle Pfeiffer), esposa de seu chefe. Logo depois, Tony mata Frank, após esse ter tentado matá-lo. Tony chega ao topo do império da cocaína em Miami trabalhando ao lado do barão da coca Alejandro Sosa e ganha cada vez mais poder e dinheiro, entretanto começa a ter problemas devido ao vício em cocaína, problemas pessoais com sua irmã Gina e problemas com o imposto de renda o que acabam afetando indiretamente a Tony Montana e aos poucos o levam a ruína.


Uma obra prima!!! Maravilhoso!!! Violento, com cenas fortes, linguagem pesada, mas Al Pacino está mais uma vez soberbo. E apesar de interpretar um "mafioso" (agora de origem cubana), que chega em Miami em 1980 e logo se torna o "Chefão" da cocaína, mas em nada nos faz lembrar de outro personagem brilhante dele em O Poderoso Chefão. É possível ir vendo sua degradação moral e física, até mesmo pelo seu semblante vamos percebendo sua decepção em relação a si mesmo e aos outros: irmã, amigo, esposa.



O filme iniciou seu desenvolvimento após Pacino ver o filme em 1932, de mesmo nome no Tiffany Theate. Enquanto Stone, em Los Angeles,conversava com Martin Bregman, apostando no potencial de um remake para o filme.Sidney Lumet seria o pretenso diretor, desenvolvendo a idéia de Montana ser cubano, chegando na América, durante o êxodo de Mariel. As diferenças criativas entre os dois,acaba fazendo com que Lumet desistisse do projeto. Quem assumiu foi Brian de Palma, que logo contrata o escritor Oliver Stone que abraçou a causa e realizou pesquisas mais profundas para compor o roteiro (enquanto lutava para vencer o próprio vício em cocaína), viaja para Miami, na Flórida, onde tem acessos aos registros do Gabinete da Procuradoria dos EUA, a Organized Crime Bureau.
Pacino desde que viu o filme, desejava ser o protagonista de Montana, mas inicialmente o papel foi oferecido a Robert De Niro, que recusou, então Pacino assume o papel e trabalha duro para compor o personagem. Tendo aulas com especialistas em combate com facas e boxeadores, pois desejava ter um certo tipo de corpo para apresentar o personagem Montana. Sua fonte inspiradora foi o boxeador Roberto Duran, Pacino disse que havia um "certo leão nele". Bauer e um treinador de dialeto ajudam a aprender aspectos da língua e pronúncia do espanhol cubano. Já Steven Bauer, que é o único cubano, do elenco principal, foi escolhido sem mesmo ter realizado sua audição, ainda que John Travolta foi cogitado para o papel, mas a escolha de Bauer foi unânime. Assim que a diretora de elenco Alice Gondo o viu, teve certeza de que era perfeito para representar Manny. A atriz Michelle Pfeiffer era uma atriz desconhecida, na época, e ambos, Pacino e De Palma argumentaram contra a entrada dela no elenco, mas Bregman lutou por sua inclusão. Glenn Close era a escolha original apara o papel, enquanto outras, incluindo Geena Davis, Carrie Fischer, Kelly McGillis, Sharon Stone e Sigourney Weaver, também foram consideradas. Acertaram em cheio na escolha de ambos, foram maravilhosos, seus personagens se tornaram marcantes e a partir daí Pfeiffer decolou, tornando se uma das mais lindas e talentosas atrizes do período, sou "fã de Carteirinha" dela.



Indicações: No Globo de Ouro, teve indicação para Melhor Ator de Filme Dramático, Al Pacino, para Melhor Ator Coadjuvante, Steven Bauer e para Melhor Trilha Sonora. E foi indicado ao Prêmio Satélite de Ouro, na categoria de Melhor Lançamento de Clássico em DVD, no ano de 2004.
Curiosidades: embora tendo uma classificação conturbada pelos críticos de cinema da época, alguns gostaram, outros não, mas o público aprovou, foi um sucesso de bilheteria. Ficando na classificação de 16º de maior bilheteria do ano de 1983 e a 7ª maior, de filme restrito na América do Norte, neste ano.
Uma retaliação forçou a produção a sair de Miami, o filme era para ser todo rodado lá, mas protestos advindos da comunidade local cubana, forçaram a equipe a procurar outros locais para concluir as filmagens, os escolhidos foram Los Angeles, Nova York e Santa Bárbara. 
De Palma e Spielberg vinham sendo amigos desde que ambos começaram filmes de estúdio em meados dos anos 70, e tinham por hábito visitar os sets de gravação um do outro. Spielberg estava acessível para um dos dias de gravação: a filmagem do ataque inicial dos colombianos à casa de Tony Montana, já no final do filme; então De Palma deixou Spielberg dirigir a filmagem de ângulo baixo em que os incursores primeiramente entrariam na casa.
A música em Scarface foi produzido pelo vencedor do Oscar e produtor italiano Giorgio Moroder. Refletindo o estilo de Moroder, a trilha sonora é composta principalmente de sintetizados new wavemúsica eletrônica. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Giorgio disse que compôs os temas "Inspirado em Al Pacino e seus amigos". De Palma diz que ele tem repetidamente negado os pedidos da Universal para lançar o filme com rap porque ele sente que o trabalho de Moroder já é perfeito.
Influenciando diversos outros filmes, seriados, músicas e programas, existem muitas citações à famosa frase de Tony Montana: "Say hello to my little friend", que quer dizer: "Diga olá para o meu amiguinho", como por exemplo: Eu, a patroa e as crianças, no Jogo Hitman, codiname 47, na série Breaking Bad e outros. Alguns jogadores e pugilistas, também ganharam apelido de Scarface devido a marcas no rosto, como José Aldo e Nicolás Burdisso.
Recomendo!!! Filme marcante, jamais se esquece.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O grande Hotel Budapeste


Diretor: Wes Anderson
Elenco: Ralph Fiennes, Tony Rivolori, F. Murray Abraham, Mathieu Amalric, Adrien Brody, Willem Dafoe, Jeff Goldblum, Harvey Keitel, Jude Law, Bill Murray, Tilda Swinston, Tom Wilkinson, Owem Wilson, Saoirse Ronan, Edward Norton
Gênero: Comédia
Duração; 100 minutos


Ano: 2015

Sinopse: No período entre as duas Grandes Guerras Mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu, conhece um jovem empregado e os dois se tornam melhores amigos. Enter as aventuras vividas pelos dois, contam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a metade do século XX.

Que elenco!!! Fantástico, grandes nomes...Mas apesar de grandes interpretações e da história ser muito interessante, fiquei com a impressão de que ficou faltando algo, o filme não empolga. A história gira em torno de um velho escritor, denominado O Autor (Tom Wilkinson), que decide contar a história do tempo que passou no Grande Hotel Budapeste quando ficou conhecendo o dono do local (F. Murray Abrahan), que por sua vez , conta a história de como virou dono do lugar. É uma história dentro de outra história (tem uma analogia com uma boneca russa - uma boneca maior que contêm outras menores). Essa analogia também se estende à própria maneira de Anderson escolhe filmar, respeitando as janelas de projeção usadas nas épocas em que a trama se passa, desde o 1.85 dos dias de hoje até o 1.33 dos anos 1930 - formato mais quadrado que espreme a tela e, de fato, parece uma boneca russa mais compacta. Mas não é a menor: em algumas cenas em 1932, Anderson recorre a miniaturas e animação em stop-motion para filmar cenários e cenas de ação, como a perseguição na neve. É como se sua busca pelo específico, em meio a tantos detalhes, em algum momento, fosse exigir da gente uma lupa de aumento. Mas tudo vai sendo contado de uma forma que não dá para ficar confuso, tudo vai fluindo naturalmente, com uma fotografia belíssima e com cenas hilárias.



O elenco é incrível, às vezes com cenas curtas e únicas, mas que compõe o todo. As história vão se desenrolando, enquanto os personagens principais, o veterano Raph Fiennes e o novato Tony Rivolori vão construindo uma amizade sólida, apesar das muitas diferenças. A obra foi inspirada por textos de Stephen Zweig, poeta e dramaturgo austríaco, que faleceu em Petrópolis - RJ, na década de 40; dos livros Coração Impaciente e o póstumo Êxtase da transformação. Os cenários são incríveis, Direção de Arte impecável de Nathan Parker, Figurino assinado por Milena Canorero, tudo muito criativo e condizente com a história (que vai sendo conduzida com muita delicadeza e humor). Emociona e diverte ao mesmo tempo. Esteticamente, o filme é perfeito, com muita riqueza de detalhes, é um longa para todos os gostos e idades e de certo modo, torna-se uma "aula de história", apresentada de forma não convencional. Foi filmado na Alemanha, especialmente na cidade de Górlitz e no Studio Babelsberg. O autor narra a história a partir de 1985, sobre uma viagem que ele fez e se hospedou no Grande Hotel Budapeste em 1968 (localizado na República de Zubrowka, um estado fictício no centro da Europa (Alpes), dizimada pela guerra e pobreza). A pintura Menino com maçã é uma obra de arte real, do pintor inglês Michael Taylor, mas não é Renascentista, foi concluída em 2011.


Indicações e Premiações: ganhou o Urso e Prata no Festival de Beilim. Ao Globo de Ouro, foi indicado a Melhor Direção, Roteiro, Ator Comédia ou Musical (Ralph Fiennes). Venceu para Melhor Filme Comédia ou Musical. Ao SAG, foi indicado para Melhor Elenco para Cinema. Ao BAFTA, foi indicado para Melhor Filme, Diretor, Ator em cinema, Ralph Finnes, Fotografia, Montagem, Som.Ganhou nas categorias de Melhor Roteiro Original,, Banda Sonora (Alexandrre Displat), Direção de Arte, Figurino, Maquiagem e Penteados (Frances Hannon). Ao Oscar 2105, foi indicado a 9 categorias: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original, Montagem e Fotografia; vencendo para Melhor Figurino, Maquiagem e Penteados, Direção de Arte e Trilha Sonora.
Gostei, é uma comédia com toques e mistério e suspense, mas confesso que tinha uma expectativa elevada, devido a tantas indicações, mas não me senti "conquistada pelo filme, Faltou algo, tipo "emoção".