domingo, 27 de abril de 2014

Ela



Diretor: Spike Jonze
Atores: Joaquin Phoenix, Rooney Mara, Amy Adams, Scarllet Johansson, Olívia Wilde, Chris Pratt
Gênero: Drama
Duração: 126 minutos
Ano: 2014


Sinopse: Theodore Twombly (Joaquin) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para o seu computador. Para sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.



Filme sensível, muito bem mostrado e dirigido por Spike Jonze, "romântico na medida certa", como disse o Rubens Ewald Filho, durante a premiação do Oscar. O ator Joaquim está excelente construção do personagem, deveria ter sido indicado para Melhor Ator. O filme transita entre a ficção científica e o drama, num futuro não muito distante, mas não especificado. Fala através de uma alegoria sobre a solidão e o amor, com bastante originalidade sobre o relacionamento de um homem introspectivo, vivendo um processo e divórcio e seu novo sistema operacional, o OS1 (dotado de inteligência e ainda é intuitiva, vai aprendendo com o tempo, acaba tendo uma personalidade e emoções praticamente humanas) chamada Samantha (Scarllet). O relacionamento entre ambos vai se aprofundando até o ponto de se apaixonarem um pelo outro. Para quem  gosta de tecnologia, o filme é um prato cheio. Também é possível identificar alguns elementos já presentes no nosso cotidiano, como a mobilidade e o isolamento provocados por esta dependência tecnológica.  O roteiro é originalíssimo e uma história que esta mais para um drama existencial do que de ficção. Os diálogos são intensos, cheios de vida e profundidade, com muitas questões levantadas: o que é bom ou ruim, o que é certo e errado na relação a dois. E a maneira como os protagonistas lidam com elas é envolvente e apaixonante. O filme é ótimo, encantador, vamos nos identificando com alguns de seus problemas tanto individuais, como de relação. Faz uma reflexão sobre questionamentos contemporâneos: o que é real e o que é virtual neste mundo digital em que as interações acontecem cada vez mais através da tecnologia? A fotografia é linda, meio futurista e retrô, ao mesmo tempo é assinada por Hoyte Van Hoytema. E a Trilha Sonora é de William Butler, da Banda Canadense Arcade Fire e Owen Pawllet e a Canção Original é de Karen O. O filme teve cinco indicações para o Oscar 2014, de Melhor Filme, Canção Original ('The moon song"), Direção de Arte, Design de Produção e ganhou o do Melhor Roteiro Original (Spike, que dirigiu e fez o roteiro). Foi  considerado o Melhor Filme de 2013, no National Board of Review. Compartilhou o primeiro lugar de Melhor Filme com Gravidade no Prêmio Los Angeles Film Critics Association. Teve três indicações para o Globo de Ouro: Melhor Filme Musical e Comédia, Roteiro, Ator de Musical e Comédia (Joaquin) e venceu o de Melhor Roteiro. Curiosidades: foi filmado em Los Angeles em 2012 e duas semanas em Xangai. Inicialmente era a voz da atriz Samantha Morton que desempenhou a voz de Samantha no filme, mas como o filme foi editado ao longo de 14 meses, acabou ocorrendo a substituição, pois o diretor disse: "parece que o que fizemos não estava funcionando de maneira correta", foi muito difícil chegar a uma realização, então houve a substituição para Scarllet, com sua voz rouca muito sensual. O diretor Steven Soderbergh se envolveu na edição do filme. A música "Supersymmentry" da banda Arcade Fire, foi originalmente escrita para o filme."Ela", foi aclamado pela crítica: "Doce, com alma e inteligente". Recomendo, imperdível!!!

domingo, 13 de abril de 2014

Alguém tem que ceder



Direção: Nancy Meyers
Atores: Jack Nicholson, Diane Jeaton, Keanu Reeves, Amanda Peet, Frances McDormand, Jon Favreau, Paul Michael Glaser, Nicole Hiltz
Gênero: Comédia romântica
Duração: 128 minutos

Ano: 2003

Sinopse: Harry Sanborn (Jack Nicholson) é um executivo que trabalha no ramo da música e que namora Marin (Amanda Peet), que tem idade para ser sua filha. Harry e Marin decidem ir até a casa de praia da mãe dela, Érica (Diane Keaton) para um fim de semana romântico. Lá Harry sofre uma parada cardíaca e fica aos cuidados de Érica e Julian (Keanu Reeves), um jovem médico local. Aos poucos Harry percebe que está se interessando cada vez mais por Érica, mas tenta esconder seus sentimentos. Julian também se sente atraído por ela, tornando-se um rival para Harry.



Filme sensacional, uma comédia deliciosa muito bem interpretada pelos veteranos Nicholson e Keaton, que formam um casal hilário, mas também tocante, ao mesmo tempo. O filme começa mostrando o playboy profissional Harry, um típico exemplo do homem com Síndrome de Peter Pan, ou seja, que se recusa a se comportar como alguém de sua idade e totalmente imaturo para relacionamentos com mais profundidade, associado a tudo isso, ainda tem uma libido exacerbada para alguém de sua idade, e no momento se encontrava todo empolgado com a nova conquista, um ninfeta linda chamada Marin (Peet). Mas acaba ocorrendo uma grande mudança em sua vida, quando conhece a mãe de sua namorada (Keaton) uma bem sucedida e divorciada dramaturga de Nova York e, para completar sofre um infarto na casa de praia dela. Sua vida sofre então uma reviravolta, seu mundo todo muito bem estruturado e controlado com rédeas curtas, passa a desmoronar, no entanto Harry resiste com todas as forças em assumir uma nova paixão, porque pela primeira vez deverá tomar decisões movidas pelo seu coração. Todos os protagonista tem embates verbais maravilhosos, que faz do filme algo muito mais complexo do que se imagina no início. Amei, pois vi colocada em prática a minha teoria de que quando uma mulher madura se divorcia, acaba ficando à mercê de situações de conflito e preconceito (sociais e pessoais), e para encontrar um novo parceiro torna-se algo extremamente complicado, pois os homens ou estão bem casados, divorciados mas só se interessando por alguém muito mais jovem ou então, são aqueles solteirões, cheios de manias. É fica difícil...Daí se acontece de se interessar por alguém mais jovem é discriminada e chamada de "papa anjo", e também passa a ser vista como um possível rival pelas esposas dos amigos. É uma loucura...O filme mostra de certa forma esta situação, quando o charmoso médico Julian (Reeves) se mostra interessado em Érica, mesmo num primeiro momento acreditar que ela é quem era a esposa de Harry. Os conflitos de três gerações de mulheres, vão sendo mostrado de modo muito inteligente e coerente, o que confirma a competência da diretora que também foi  a roteirista e responsável pela produção. Amei também os álbuns de família mostrados pela personagem de Keatn, separados por décadas; a idéias é original! Curiosidades: É o terceiro filme da diretora, os anteriores foram Operação Cupido (1998) e Do que as mulheres gostam (2000). Escreveu o personagem de Érica, especialmente para a atriz Diane Keaton. É a segunda vez em que Nicholson e Keaton atuam juntos, o trabalho anterior foi Reds (1981). O título original do filme é uma homenagem a música do mesmo nome de 1954 de Johnny Mercer. O nome do personagem de Keanu Reeves, Julian, é em homenagem ao cantor. Jack Nicholson canta música "La vie en Rose", durante os créditos finais do filme. A casa de praia mostrada nas filmagens é real, nos Hamptons, e foi muito comentada e admirada por todos que viram o filme na época e serve de modelos de designer até hoje, mas as cenas dos interiores que a tornam absolutamente aconchegante e charmosa, foram criadas em estúdio, pela decoradora Beth Rubino. Composição musical de Hans Zimmer.
O filme foi indicado ao Oscar 2004, na categoria de Melhor Atriz para Keaton e ao Globo de Ouro, do mesmo ano, para Melhor Ator Comédia/Musical para Nicholson e Diane Keaton ganhou o prêmio de Melhor Atriz Comédia/Musical.
Recomendo, o filme é apaixonante. Assista e comente.  

segunda-feira, 17 de março de 2014

12 anos de escravidão


Diretor: Steve McQueen
Atores: Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender, Benedict Cumberbatch, Paul Dano, Lupita Nyong'o, Brat Pitt, Michael k. Williams, Sarah Paulson , Paul Giamatti
Gênero: Drama
Duração: 133 minutos       


Ano: 2014

Sinopse: 1841, Solomon Northup(Chiwetwl Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia após aceitar um trabalho que o leva para outra cidade, ele é seuqestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de 12 anos, ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwan Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira explora os seus serviços.



Filme encantador, o diretor construiu uma poesia em forma de filme, com uma sensibilidade tocante, mostra o tema da escravidão de um ângulo radicalmente apresentado até então. É um filme muito doloroso, para mim com tema inédito, mas também honesto, não é apresentado para chocar, mas para sensibilizar, entender o que realmente aconteceu. O filme mostra todo o sofrimento físico e psicológico sofrido por Solomon Northup, que passa de homem livre, digno, com uma família, a escravo por um longo período, mas não é mostrado como um herói (mas certamente tem um herói dentro de si), onde demonstra todo seu sofrimento e angústia com intensidade equilibrada. O diretor faz algumas tomadas onde paralisa a cena, como que para que o expectador foque nos sentimentos apresentados, tornando assim a cena muito forte, mostra todos os desafios e traumas sofridos na escravidão. Foi baseado em um livro homônimo de memória escrito em 1853, que também foi a fonte do telefilme de 1984 American Playhouse Solomon Northup Odyssey, estrelado por Every Brooks. O diretor britânico McQueen diz: 'Todo mundo merece não só sobreviver, mas sim, viver". O filme teve vários produtores como Brad Pitt, John Ridley, Jeremy Kleiner; com composição musical de Hans Zimmer e Patrícia Norris assinando o Figurino (já indicada 5 vezes, mas nunca ganhou) e Diretor da bela fotografia (fiquei admirada por não ter sido indicada) é Sean Bobbitt. Curiosidades: É o terceiro filme do diretor como ator Michael Fassbender, depois de Hunger e Shame. McQueen queria escrever um roteiro sobre a escravidão, mas estava com dificuldade para escrever, até que foi presenteado pela esposa com a biografia de Solomon Northup. O ator Chiwetel Ejiofor, primeiramente  recusou a oferta do diretor para desempenhar o papel principal, mas depois percebeu que estava com um medo inicial, após McQueen ter dito a ele que o personagem de Solomon era um papel para a vida toda do ator. Quando aceitou, iniciou o processo de se preparar para o personagem: imergiu na cultura de plantio de Luisiana e foi aprender a usar e tocar violino. As filmagens na Luisiana duraram somente 35 dias e foram feitas com apenas uma câmera. É o filme que maraca a estréia de Lupita, que embora estreante teve um papel muito forte e determinante no filme, tanto é que acabou ganhando o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. É a terceira colaboração cinematográfica entre Fassbender e Pitt, os dois atuaram em Bastardos Inglórios (2009) e O Conselheiro do crime (2013). O ator Michael K. Williams teve um colapso emocional durante algumas filmagens, viveu um estresse ao ter que recriar um material tão doloroso. A árvore onde Solomon vê vários homens sendo linchados, foi realmente utilizada para linchamentos e esta rodeada por túmulos de escravos assassinados. Junto com Gravidade, este é o primeiro filme a empatar como Melhor Filme no Producer Guild Awards. Ganhou o ADAM, Prêmio UPC Audience, na Semana de Cinema de Amsterdam. Foi indicado ao Oscar deste ano, para 9 indicações: Melhor Filme, Ator (Ejiofor), Ator Coadjuvante (Fassbender), Figurino, Montagem, Designer de Produção e ganhou nas categorias de: Melhor Filme, Atriz Coaduvante (Lupita) e Roteiro Adaptado. Recomendo. Muito bom, faz uma nova leitura da escravidão. Assista e comente.

sábado, 8 de março de 2014

Dança com Lobos


 Diretores: Kevin Costner e Kevin Reynolds
Atores: Kevin Costner, Mary McDonnell, Grahan Greene, Rodney A, Grant, Floyd "Red Crow" Westerman, Maury Claykin

Gênero: Drama
Duração: 180 minutos      

Ano: 1990

Sinopse: Durante a Guerra Civil Americana, um jovem soldado oficial da Cavalaria John Dunbar (Costner) pratica um ato ousado, é considerado he´roi e vai servir por sua escolha, em um lugar com forte predominância do povo Sioux- Dakota. Com o tempo, ele assimila os costumes dos nativos, acontecendo uma aculturação ao inverso. Acaba sacrificando sua carreira e os laços com o exército, em favor da sua ligação com este povo, que o adota.



Filme extraordinário, lindo e comovente, que apresenta com sensibilidade a busca de um homem pela sua verdadeira identidade. Baseado no romance de Michael Blake que faz questão de desmistificar a imagem de índios como homens selvagens ao mostrar um povo digno e honesto. O enredo retrata a difícil e violenta interação entre dois povos que vivem diferentes processos históricos, mostra a luta dos índios americanos Sioux pela sobrevivência e a crise consciência de um soldado americano (Costner), que se vê compartilhando dos interesses dos indígenas. É um filme espiritualista, que  nos transporta numa bela viagem ao interior do coração humano. Toca os nossos corações, fala sobre preconceitos, culturas diferentes, o valor da amizade, do respeito em aprender coisas novas, o amor à natureza e sem dúvida fala sobre como podemos nos tornar seres humanos melhores. O personagem Pássaro Esperneante (Greene) diz a Dunbar (Costner): "De todos os caminhos desta vida, existe um que realmente importa, é o caminho para o verdadeiro ser humano". John Dunbar, um homem que deixou seu lar para conhecer a fronteira inóspita e solitária, mas com tamanha e exuberante beleza, que acabou encontrando a si mesmo, além de fazer um aprendizado às avessas que enriqueceu sua vida para sempre. O filme tem uma equipe de produção de primeira grandeza: compositor John Barry, Desenhista de Produção Jeffrey Beecroft, Diretor de Arte William Ladd Skinner, Figurinista Elsa Zamparelli e  Montadores William Hoy, Clip Masamitsu, Steve Potter e Neil Travis. A fotografia é deslumbrante, das planícies e pradarias, com nascer e pôr-de-sol de tirar o fôlego e tem cenas de arrepiar, como: as da fogueira com a raposa, a caçada aos búfalos e a despedida final. E a trilha sonora feita especialmente para o filme, de Ennio Morricone. Foi indicado a várias premiações em 1991, Oscar, com indicação a Melhor Ator (Costner), Ator Coadjuvante (Greene), Atriz Coadjuvante (Mary), Direção de Arte, e Figurino e venceu nas categorias: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Fotografia, Edição Trilha Sonora e Som. No Globo de Ouro, ganhou para Melhor Filme Drama, Diretor e Roteiro, sendo indicado a Trilha Sonora Original, Ator Drama e Atriz Coadjuvante. No Festival de Berlim, em 1991, o ator Kevin Costner ganhou o Urso de Ouro por Realização Individual. No BAFTA (Reino Unido)recebeu nove indicações, embora não tenha ganho nenhum, nas categorias de Melhor Filme, Diretor, Ator, Roteiro Adaptado, Fotografia, Edição, Som, Maquiagem e Trilha Sonora. Ao Prêmio César (Itália), recebeu indicação a Melhor Filme Estrangeiro. No Grammy 1982, venceu na categoria de Melhor Composição feita para filme. Recomendadíssimo, filme para ser visto e sentido do início ao fim.    

domingo, 2 de março de 2014

Clube de compras Dallas


Diretor: Jean-Marc Villée
Atores: Mathew McCounaughey, Jennifer Garner, Jared Leto, Steve Zahn, Denis O´Hare, Dallas Roberts, Griffin Dunne
Gênero: Drama
Duração: 117 minutos
Ano: 2014


Sinopse: Em 1986, o eletricista texano Ron Woodroof ( Mathew McCounaughey) é diagnosticado com aid e logo começa uma batalha contra a indústria farmacêutica. Procurando tratamentos alternativos, ele passa a contrabandear drogas ilegais do méxico.


Filme com excelentes atuações de Mathew McCounaughey e Jared Leto. Comovente!!! O filme que foi baseado em fatos reais, retrata o início do pesadelo dos anos 80, a época mais obscura da doença, onde houve quase que uma epidemia de pessoas portadoras do vírus HIV, com todo o preconceito da época, da falta de conhecimento e recursos terapêuticos e ainda, a ganância das grandes indústrias farmacêuticas. Mathew atua como o eletricista Ron, um machão convicto e homofóbico, que vivia uma vida desregrada e sem sentido, acaba se contaminando devido ao uso de drogas injetáveis e sexo sem preservação. Quando descobre a doença, contesta ferozmente, mas acaba se rendendo aos fatos com a chegada dos sintomas. Sua vida então começa a se transformar, passa a se informar sobre o assunto e inicia um batalha contra o monopólio das indústrias farmacêuticas, com o famigerado AZT, investigando drogas alternativas no México, Amsterdã, China e Japão. Mathew cria um personagem difícil e complexo, mas com total segurança, demonstrando um controle absoluto sobre a transição vivida pelo personagem, do início ao fim: inicialmente se mostra apodrecido na aparência e caráter, mas via se transformando, sem se tornar caricata, ainda tem preconceito, mas acaba percebendo que afinal de contas, tem mais afinidade com o travesti Rayon (Leto) que se torna seu parceiro de empreitada, que com os amigos que costumava conviver. É muito bom ver a transformação de pessoa irresponsável a contrabandista e depois a ativista, pois só via a si mesmo e passa a considerar as necessidades dos outros. É um show de filme, meu preferido na concorrência a premiação do Oscar 2014, bem como Mathew, para melhor ator, (que neste filme não tem nada de sexy e sedutor como costume ser). Esta concorrendo nas categorias de Melhor Filme, Ator, Ator Coadjuvante, Roteiro Original, Montagem e ainda Maquiagem e Penteado. Vamos aguardar para ver os resultados. Curiosidades: o ator Mathew é realmente texano e teve que se submeter a uma dieta radical, para perder 20 kg. O ator e cantor Jared Leto também se dedicou ao papel e perdeu 18 kg. O roteiro é de Craig Borten e Melissa Wallanck (Espelho, espelho meu). Jared Leto, ignorou o convite oferecido por um amigo, para ser o personagem principal deste filme a 15 anos atrás, projeto que na época acabou sendo engavetado. Atualmente conquistou o papel do travesti Rayon, ao fazer um teste informal com o diretor, segundo ele, passou um batom e ficou 20 minutos flertando com o mesmo. E que no dia seguinte foi informado que o papel era seu. Que para compôr seu personagem, teve longas conversas com travestis, que teriam sido "muito generosos com ele". O Resultado foi realmente muito bom, cria um personagem autêntico, que se apresenta leve apesar de perturbado e viver em conflito constante, mas de forma muito sensível, convincente e com muita personalidade. Recomendadíssimo!!!

domingo, 26 de janeiro de 2014

Entre dois amores




 Diretor: Sidney Pollack
Atores: Meryl  Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer, Michael Gough, Leslie Phillips, Malick Bowers, Stephen Kinyanjui, Suzanna Hamilton, Iman
Gênero: Ronace
Duração: 161 minutos


Ano: 1985

Sinopse: No início do século XX, Karen Blixen (Streep), rica dinamarquesa, vai morar em uma fazenda de café no Quênia com Bror Blixen-Finecki (Klaus), um barão com quem se casa por conveniência. Karen se revela uma administradora da propriedade e sua vida amorosa ganha mais emoção com a chegada de Denys Finch Hatton (Redford), um aventureiro aristocrata inglês.



Amo este filme, profundamente. É lindo, perfeito!!! Como sempre Meryl Streep tem uma performance impecável. Para mim ela é uma das melhores atrizes da atualidade, porque não dizer, a melhor (ela e nossa Fernanda Montenegro, é claro!!!). África minha, seria a tradução correta, é baseado na vida da escritora dinamarquesa Isak Dinesen (pseudônimo de Karen Blixen), foi realizada uma adaptação do romance autobiográfico de A fazenda africana, publicado em 1937 em Londres e em 1938, Nova Iorque.A história é sobre uma mulher  independente e forte, que dirige uma fazenda, uma plantação de café no Quênia, por volta de 1914 e para sua total surpresa se descobre apaixonada pela Africa e pela sua gente, em contrapartida era também respeitada e amada por eles. Era para ser uma fazenda de gado leiteiro, mas seu marido (Klaus) compra uma de café, na qual ela passa a administrar de forma competente e praticamente sozinha. Durante este período, conhece Denys, um homem misterioso e envolvente, por quem acaba se apaixonando. Seu envolvimento com o povo era tanto que que decide abrir uma escola para ensinar as crianças tribais da região: a leitura, escrita, aritmética e também alguns costumes europeus. Depois de muito trabalho árduo, ocorre um acidente e muda toda a sua vida, se vê obrigada e vender a fazenda e voltar para a Dinamarca. Na vida real, Karen se torna uma escritora e contadora de histórias , escrevendo sobre suas experiências na África, apesar de nunca mais ter voltado. O cenário do filme é belíssimo, com fotografia deslumbrante, onde é mostrada toda a magia africana: onde o selvagem e o romântico se fundem., fazendo do filme uma aventura sentimental, sendo David Watkin o responsável por esta maravilha. Figurino impecável,  assinado por Milena Canonero e a música foi composta e conduzida pelo veterano compositor inglês John Barry, que ganhou o Oscar de 1986. Esta música fica em 15º  lugar na lista das 25 melhores trilhas sonoras de filme americano, do American Film Institute. Para completar, um elenco maravilhoso, que desenvolvem seus personagens com maestria. Curiosidades: a idéia de um filme sobre Karen Blixen/Isak Dinesen passou por vários diretores de Hollywood. Em um dos projetos Greta Garbo era a possível protagonista. O lançamento de Entre dois amores, em 1985, acabou coincidindo com o centenário de nascimento da escritora. É o sétimo filme que o diretor e Redford trabalham juntos, os outros foram: esta mulher é proibida (1966), Mais forte que a vingança (1972), Nosso amor de ontem (1973),Três dias de Condor (1975), O cavaleiro elétrico (1979) e Havana (1990). Foi filmado usando descendentes de vários pessoas da tribo Kikuyu, na áfrica e as cenas passadas na Dinamarca, na verdade foram realizadas em Surry, Inglaterra. A atriz Audrey Hepburn era a primeira escolha de Pollack, para protagonizar o filme. Premiações: Ganhou o Oscar de 1986 de Melhor Filme, Diretor, Fotografia, Direção de Arte, Trilaha Sonora, Roteiro Adaptado e Som. Foi indicado a Melhor Atriz (Streep), Ator Coadjuvante (Klaus), Figurino e Edição. No Globo de Ouro: ganhou Melhor Filme Drama, Ator Coadjuvante (Klaus), Trilha Sonora e foi recebeu indicações a Melhor Diretor, Atriz Drama (Streep) e Roteiro. Ao BAFTA (Reino Unido) em 19867, ganhou de Melhor Roteiro Adaptado, Fotografia e Som, e recebeu indicações a Melhor Atriz, Ator Coadjuvante, Figurino e Trilha Sonora. Ao César (1987), indicação para Melhor Filme Estrangeiro, o mesmo acontecendo com a Academia Japonesa de Cinema. Recomendadíssimo!!!

sábado, 25 de janeiro de 2014

O reencontro

 Diretor: Rob Reiner
Atores: Morgan Freeman, Virgínia Madsen, Madeleine Carroll, Jessica Hechit, Fred Willard, Kenan Thompson, Emma Fichmann
Gênero: Drama          
                           

Duração: 109 minutos
Ano: 2012                                  

Sinopse: O famoso escritor de romances, Monte Wildhom ( Freemen), sofre com o alcoolismo e resolve passar o verão em uma cidade do interior, onde conhece a vizinha atraente Sra, O'Neil (Virgínia), uma mãe separada e suas três filhas. Esta família vai ajudar o autor a encontrar inspiração e recuperar seu amor pela escrita.


Mais um filme interpretado por Morgan Freeman, ele é incrível, tudo que faz é muto bom, de excelente qualidade, sou fã dele, incondicionalmente. O filme tem produção, direção e roteiro de Rob Reiner, que nos brinda mais uma vez (também é diretor de Antes de partir -2007, filme que ainda vou escrever) com uma história delicada, simples mas muito tocante, Onde cada personagem vai mostrando a sua forma de lidar com sentimentos de amor e amizade e de como sem que esperemos ou mesmo queiramos, estes sentimentos surgem e nos fazem renascer. É lindo e sensível. Recomendadíssimo!!! Conta a trajetória de um escritor de romance, cadeirante, que vai passar uma temporada numa cidadezinha Belle Isle, por pura falta de opção e não deseja ser importunado. E lá ele conhece pessoas simples, com valores diferentes do seu, que vão ajudá-lo a repensar sua vida e encontrar uma nova forma de viver, a recuperar a sua autoestima e voltar a sonhar. Monte, sem se dar conta contribui para que ocorra mudanças à sua volta e também é movido por elas (ajuda e também é ajudado). Principalmente em relação a uma das filhas de sua vizinha, que tem uma mente vivaz e uma vontade enorme de ser escritora e por ser insistente, acaba por passar por um verdadeiro ritual de iniciação do mundo da imaginação e de literatura. Curiosidade: A atriz Annette Bening foi escalada para representar a Sra. O'Neil, mas acabou abandonando o projeto. Em seu lugar entrou a atriz Virgínia Madsen, que por sinal se saiu muito bem. Veja o filme, vale a pena. É uma lição de vida de vida para todos nós. Comente depois o que achou.