sábado, 14 de janeiro de 2017

Como eu era antes de você


Diretora: Thea Sharrock
Atores: Emília Clarke, Sam Clafin, Janet Mc Teer, Charles Dance, Brendan Coyle, Jenna Coleman, Mathew Lewis, Vanessa Kirby, Stephen Peacocke,Samantha Jake
Gênero. Romace
Duração^110 minutos

Ano:2016

Sinopse: Rico e bem sucedido, Will (Sam Clafin), leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais, até sofrer um acidente em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação faz com que se torne depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais. É neste contexto que Louisa Clarke (Emília Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta e com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível pra melhorar o estado de espírito de Will e aos poucos, acaba se envolvendo com ele.


Amei este filme!!! E é claro o livro homônimo de Jojo Moyes, que faz uma reflexão, não com muita profundidade (acredito que este não era o propósito), sobre liberdade de escolha e suicídio assistido. É um toque, uma chamada de atenção sutil que a autora aborda, para quem sabe haver um aprofundamento individual, interno a respeito deste tema polêmico. O filme apresenta um romance lindo entre duas pessoas completamente diferentes, mas que acabam por descobrir muitas afinidades que os leva a uma crescimento pessoal incrível, fazendo toda a diferença em suas vidas. Um tema nada inédito, mas mostrado com uma roupagem contemporânea e com personagens tão cativantes, que não tem como não amar. Uma delícia de ver!!! Saímos do cinema com a alma aquecida, emocionada e querendo mais. Ainda bem que muito provavelmente haverá uma sequência, pois os leitores sugeriram (quase implorando) e a autora escreveu Depois de você. Já li, é lógico!!! Mas nunca dispenso a magia e encanto do cinema, mesmo conhecendo a história que deu origem as filmagens. Vou aguardar ansiosamente a chegada deste também nas telonas. Will Traynor: lindo, mas inicialmente cínico e mau humorado, mas que gradativamente vai se mostrando sensível, atento, companheiro, sem perder o seu senso de realidade e firmeza. Louisa (Lou) Clarke: linda, super expressiva, peculiar, doce e comovente (totalmente transparente em demonstra suas emoções, tanto que vamos sentindo tudo com ela:alegria, dor, tristeza, angústia, amor,enfim tudo!!!).



Inicialmente achei um pouco exagerada as suas expressões, mas depois entendi que era para compensar a quase que total imobilidade de Will, por causa de sua tetraplegia, Então ambos são mostrados em muitas cenas, com muito foco no rosto, na troca de olhar e sorrisos. Totalmente cativantes!!! Com a química perfeita que o filme precisava. Rimos com eles, com diálogos engraçados e choramos também com suas dores físicas e emocionais. A atitude alegre e otimista de Lou será amplamente testada quando se torna cuidadora de Will, sem a menor prática e conhecimento sobre sua condição, mostra ser um desafio e tanto para ela. Mas ela tem exatamente do que ele precisa no momento: uma energia contagiante e esta desabrochando para a vida, sem falar de que na sua inocência, o trata como um ser humano e não como doente/paraplégico.
Curiosidades: a escritora Jojo Moyes, também foi a roteirista do longa, o que deu uma originalidade maior no filme, claro que não é tão "perfeito" como o livro, com toda sua riqueza de detalhes, mas é muito preciso na mensagem que a autora deseja alcançar.
Inicialmente o papel masculino foi atribuído a Tom Hidleston (bem, sou totalmente suspeita no que se refere ao Tom, mas acredito que o papel também cairia bem nele como uma "segunda pele", ele é simplesmente maravilhoso, muito expressivo e o personagem sofrido mas decidido, certamente faria com maestria), que já havia trabalhado com a diretora na minissérie "The hollow crown". Depois no entanto, Sam Clafiin foi o escolhido. Embora não dividissem cena alguma, Emília Clarke (Louisa) e Charles Dance (Steven Trynor, pai de Will), já estrelaram a mesma série, Game of Thrones. Na semana de lançamento do filme nos cinemas americanos, o livro original homônimo em que o filme é baseado, subiu na posição de 141 para 3, na lista dos livros mais vendidos da USA Today.
A Trilha Sonora do filme é maravilhosa, tendo como responsável musical Craig Armstrong,músicas lindas de Jack  - Surprise yourself, Imagine Dragons - Not today, Max Jury - Nunb, Jessie Warc - Till the end, X Ambassadors - Unsteady e duas de Ed Sheeran que amo: Thiking out loud e a inesquecível Photograph. Demais!!!

Frases marcantes do filme:
"Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível."
"É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente. Você mudou a minha vida muito mais do que esse dinheiro vai mudar a sua."
"Poucas coisas ainda me fazem feliz, e você é uma delas."
"Às vezes, Clark, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama."
"Não pense muito em mim. Não quero que você fique toda sentimental. Apenas viva bem. Apenas viva…"
"Você só pode ajudar alguém que aceita ajuda."
"A finalidade da música, é fazer com que você se desligue do mundo." 

Recomendo!!!

Scarface


Diretor: Brian de Palma
Atores: Al Pacino, Michelle Pfeiffer, Steven Bauer, Robert Loggia, Mary Elizabeth Mastrantonio, Mirian Colón, F. Murray Abraham,Harris Yulin, Paul Shenar
Gênero; Drama
Duração: 175 minutos


Ano: 1984

Sinopse: Um criminoso cubano, Tony Montana (Al Pacino), é exilado de Cuba para Miami, EUA. Ao lado de alguns companheiros, um deles Manny Ribeira (Steven Bauer), Tony começa fazendo pequenos trabalhos para um chefão do tráfico de drogas, Frank Lopez (Robert Loggia), e em pouco tempo sobe na organização criminosa, enquanto sobem ainda mais suas ambições. Tony se apaixona por Elvira Hanckoc (Michelle Pfeiffer), esposa de seu chefe. Logo depois, Tony mata Frank, após esse ter tentado matá-lo. Tony chega ao topo do império da cocaína em Miami trabalhando ao lado do barão da coca Alejandro Sosa e ganha cada vez mais poder e dinheiro, entretanto começa a ter problemas devido ao vício em cocaína, problemas pessoais com sua irmã Gina e problemas com o imposto de renda o que acabam afetando indiretamente a Tony Montana e aos poucos o levam a ruína.


Uma obra prima!!! Maravilhoso!!! Violento, com cenas fortes, linguagem pesada, mas Al Pacino está mais uma vez soberbo. E apesar de interpretar um "mafioso" (agora de origem cubana), que chega em Miami em 1980 e logo se torna o "Chefão" da cocaína, mas em nada nos faz lembrar de outro personagem brilhante dele em O Poderoso Chefão. É possível ir vendo sua degradação moral e física, até mesmo pelo seu semblante vamos percebendo sua decepção em relação a si mesmo e aos outros: irmã, amigo, esposa.



O filme iniciou seu desenvolvimento após Pacino ver o filme em 1932, de mesmo nome no Tiffany Theate. Enquanto Stone, em Los Angeles,conversava com Martin Bregman, apostando no potencial de um remake para o filme.Sidney Lumet seria o pretenso diretor, desenvolvendo a idéia de Montana ser cubano, chegando na América, durante o êxodo de Mariel. As diferenças criativas entre os dois,acaba fazendo com que Lumet desistisse do projeto. Quem assumiu foi Brian de Palma, que logo contrata o escritor Oliver Stone que abraçou a causa e realizou pesquisas mais profundas para compor o roteiro (enquanto lutava para vencer o próprio vício em cocaína), viaja para Miami, na Flórida, onde tem acessos aos registros do Gabinete da Procuradoria dos EUA, a Organized Crime Bureau.
Pacino desde que viu o filme, desejava ser o protagonista de Montana, mas inicialmente o papel foi oferecido a Robert De Niro, que recusou, então Pacino assume o papel e trabalha duro para compor o personagem. Tendo aulas com especialistas em combate com facas e boxeadores, pois desejava ter um certo tipo de corpo para apresentar o personagem Montana. Sua fonte inspiradora foi o boxeador Roberto Duran, Pacino disse que havia um "certo leão nele". Bauer e um treinador de dialeto ajudam a aprender aspectos da língua e pronúncia do espanhol cubano. Já Steven Bauer, que é o único cubano, do elenco principal, foi escolhido sem mesmo ter realizado sua audição, ainda que John Travolta foi cogitado para o papel, mas a escolha de Bauer foi unânime. Assim que a diretora de elenco Alice Gondo o viu, teve certeza de que era perfeito para representar Manny. A atriz Michelle Pfeiffer era uma atriz desconhecida, na época, e ambos, Pacino e De Palma argumentaram contra a entrada dela no elenco, mas Bregman lutou por sua inclusão. Glenn Close era a escolha original apara o papel, enquanto outras, incluindo Geena Davis, Carrie Fischer, Kelly McGillis, Sharon Stone e Sigourney Weaver, também foram consideradas. Acertaram em cheio na escolha de ambos, foram maravilhosos, seus personagens se tornaram marcantes e a partir daí Pfeiffer decolou, tornando se uma das mais lindas e talentosas atrizes do período, sou "fã de Carteirinha" dela.



Indicações: No Globo de Ouro, teve indicação para Melhor Ator de Filme Dramático, Al Pacino, para Melhor Ator Coadjuvante, Steven Bauer e para Melhor Trilha Sonora. E foi indicado ao Prêmio Satélite de Ouro, na categoria de Melhor Lançamento de Clássico em DVD, no ano de 2004.
Curiosidades: embora tendo uma classificação conturbada pelos críticos de cinema da época, alguns gostaram, outros não, mas o público aprovou, foi um sucesso de bilheteria. Ficando na classificação de 16º de maior bilheteria do ano de 1983 e a 7ª maior, de filme restrito na América do Norte, neste ano.
Uma retaliação forçou a produção a sair de Miami, o filme era para ser todo rodado lá, mas protestos advindos da comunidade local cubana, forçaram a equipe a procurar outros locais para concluir as filmagens, os escolhidos foram Los Angeles, Nova York e Santa Bárbara. 
De Palma e Spielberg vinham sendo amigos desde que ambos começaram filmes de estúdio em meados dos anos 70, e tinham por hábito visitar os sets de gravação um do outro. Spielberg estava acessível para um dos dias de gravação: a filmagem do ataque inicial dos colombianos à casa de Tony Montana, já no final do filme; então De Palma deixou Spielberg dirigir a filmagem de ângulo baixo em que os incursores primeiramente entrariam na casa.
A música em Scarface foi produzido pelo vencedor do Oscar e produtor italiano Giorgio Moroder. Refletindo o estilo de Moroder, a trilha sonora é composta principalmente de sintetizados new wave, música eletrônica. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Giorgio disse que compôs os temas "Inspirado em Al Pacino e seus amigos". De Palma diz que ele tem repetidamente negado os pedidos da Universal para lançar o filme com rap porque ele sente que o trabalho de Moroder já é perfeito.
Influenciando diversos outros filmes, seriados, músicas e programas, existem muitas citações à famosa frase de Tony Montana: "Say hello to my little friend", que quer dizer: "Diga olá para o meu amiguinho", como por exemplo: Eu, a patroa e as crianças, no Jogo Hitman, codiname 47, na série Breaking Bad e outros. Alguns jogadores e pugilistas, também ganharam apelido de Scarface devido a marcas no rosto, como José Aldo e Nicolás Burdisso.
Recomendo!!! Filme marcante, jamais se esquece.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O grande Hotel Budapeste


Diretor: Wes Anderson
Elenco: Ralph Fiennes, Tony Rivolori, F. Murray Abraham, Mathieu Amalric, Adrien Brody, Willem Dafoe, Jeff Goldblum, Harvey Keitel, Jude Law, Bill Murray, Tilda Swinston, Tom Wilkinson, Owem Wilson, Saoirse Ronan, Edward Norton
Gênero: Comédia
Duração; 100 minutos


Ano: 2015

Sinopse: No período entre as duas Grandes Guerras Mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu, conhece um jovem empregado e os dois se tornam melhores amigos. Enter as aventuras vividas pelos dois, contam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a metade do século XX.

Que elenco!!! Fantástico, grandes nomes...Mas apesar de grandes interpretações e da história ser muito interessante, fiquei com a impressão de que ficou faltando algo, o filme não empolga. A história gira em torno de um velho escritor, denominado O Autor (Tom Wilkinson), que decide contar a história do tempo que passou no Grande Hotel Budapeste quando ficou conhecendo o dono do local (F. Murray Abrahan), que por sua vez , conta a história de como virou dono do lugar. É uma história dentro de outra história (tem uma analogia com uma boneca russa - uma boneca maior que contêm outras menores). Essa analogia também se estende à própria maneira de Anderson escolhe filmar, respeitando as janelas de projeção usadas nas épocas em que a trama se passa, desde o 1.85 dos dias de hoje até o 1.33 dos anos 1930 - formato mais quadrado que espreme a tela e, de fato, parece uma boneca russa mais compacta. Mas não é a menor: em algumas cenas em 1932, Anderson recorre a miniaturas e animação em stop-motion para filmar cenários e cenas de ação, como a perseguição na neve. É como se sua busca pelo específico, em meio a tantos detalhes, em algum momento, fosse exigir da gente uma lupa de aumento. Mas tudo vai sendo contado de uma forma que não dá para ficar confuso, tudo vai fluindo naturalmente, com uma fotografia belíssima e com cenas hilárias.



O elenco é incrível, às vezes com cenas curtas e únicas, mas que compõe o todo. As história vão se desenrolando, enquanto os personagens principais, o veterano Raph Fiennes e o novato Tony Rivolori vão construindo uma amizade sólida, apesar das muitas diferenças. A obra foi inspirada por textos de Stephen Zweig, poeta e dramaturgo austríaco, que faleceu em Petrópolis - RJ, na década de 40; dos livros Coração Impaciente e o póstumo Êxtase da transformação. Os cenários são incríveis, Direção de Arte impecável de Nathan Parker, Figurino assinado por Milena Canorero, tudo muito criativo e condizente com a história (que vai sendo conduzida com muita delicadeza e humor). Emociona e diverte ao mesmo tempo. Esteticamente, o filme é perfeito, com muita riqueza de detalhes, é um longa para todos os gostos e idades e de certo modo, torna-se uma "aula de história", apresentada de forma não convencional. Foi filmado na Alemanha, especialmente na cidade de Górlitz e no Studio Babelsberg. O autor narra a história a partir de 1985, sobre uma viagem que ele fez e se hospedou no Grande Hotel Budapeste em 1968 (localizado na República de Zubrowka, um estado fictício no centro da Europa (Alpes), dizimada pela guerra e pobreza). A pintura Menino com maçã é uma obra de arte real, do pintor inglês Michael Taylor, mas não é Renascentista, foi concluída em 2011.


Indicações e Premiações: ganhou o Urso e Prata no Festival de Beilim. Ao Globo de Ouro, foi indicado a Melhor Direção, Roteiro, Ator Comédia ou Musical (Ralph Fiennes). Venceu para Melhor Filme Comédia ou Musical. Ao SAG, foi indicado para Melhor Elenco para Cinema. Ao BAFTA, foi indicado para Melhor Filme, Diretor, Ator em cinema, Ralph Finnes, Fotografia, Montagem, Som.Ganhou nas categorias de Melhor Roteiro Original,, Banda Sonora (Alexandrre Displat), Direção de Arte, Figurino, Maquiagem e Penteados (Frances Hannon). Ao Oscar 2105, foi indicado a 9 categorias: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original, Montagem e Fotografia; vencendo para Melhor Figurino, Maquiagem e Penteados, Direção de Arte e Trilha Sonora.
Gostei, é uma comédia com toques e mistério e suspense, mas confesso que tinha uma expectativa elevada, devido a tantas indicações, mas não me senti "conquistada pelo filme, Faltou algo, tipo "emoção". 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Robin Hood - O príncipe dos ladrões



Diretor: Kevin Reynolds
Atores: Kevin Costner, Morgan Freeman, Mary Elisabeth Mastrantonio, Chrsitian Slater, Allan Rickman, Geraldine McEwan, Michael Wincott, Sean Connery, Hugh Laurie, Jack Wild, Brian Blessed
Gênero: Aventura
Duração: 143 minutos


Ano: 1991

Sinopse: Após voltar de uma Cruzada, Robin de Locksley (Kevin Costner), um jovem cavaleiro, descobre que seu pai, Lorde de Locksley (Brian Blessed) foi morto pelos seguidores do Xerife de Notthingam (Allan Rickman), que por sua vez é partidário do Príncipe João, que tudo fará para que Ricardo Coração de Leão (Sean Connery) não volte ao poder. Robin é visado pelos usurpadores e foge, mas sempre acompanhado por Azeem (Morgan Freeman), um mouro que lhe deve a vida. Eles vão para a Floresta Sherwood, onde são atacados por camponeses que, para sobreviver, atacam os asseclas do Xerife. Logo Robin e Azeem se unem ao bando e planejam trazer Ricardo de volta ao poder. Em meio a sua luta, Robin é ajudado por Lady Marian (Mary Elisabeth Mastrantonio), uma bela donzela, por quem se apaixona.

Adoro este filme, que tem Kevin Costner, Morgan Freeman e Allan Rickman, que são atores por quem tenho profunda admiração. Visualmente é lindo, com cenas da natureza incríveis e reconstrução do período medieval impecáveis (castelos, armas, aldeias, tudo perfeito!!!). E como se não bastasse ainda tem uma daquelas músicas que fica para sempre em nossa memória e lembranças. Amo esta música do Brian Adams e Michael Kamen "Everything I do, I do it for you", linda demais!!! Não sendo à toa que ganhou vários prêmios. Kevin Costner estava no seu auge de beleza e atuação, lindo e carismático. Allan Rickman, maravilhoso,  com uma interpretação hilária, como o arrogante, exagerado e cômico, Xerife. E Morgan.como sempre, com sua competência e forte presença cênica, arrasa como Azeen o braço direito de Robin. A equipe técnica foi muito competente, resultando neste belo épico: Diretor de Fotografia, Douglas Milsone; Figurino, de John Bloomfield; Montagem de Peter Boyle e Direção de Arte, de John Graysmark. Um show!!!



Indicações e Premiações: Ao Oscar 1992, teve indicação para Melhor Canção Original, mas perdeu para Beauty and the Best (A Bela e a Fera), cantada por Celine Dion e Peabo Bryson. No BAFTA, venceu na categoria de Melhor Ator Coadjuvante (Rickman) e foi indicado a Melhor Figurino. No Globo de Ouro, teve indicações nas categorias: Melhor Trilha Sonora Original - Cinema e Melhor Canção Original - Cinema (Everything I do) Do it for you. Ao MTV Movie Award,venceu para Melhor Canção Original e teve outras indicações para: Melhor Filme, Ator, Atriz, Vilão, Dupla (Costner e Freeman) e Mais Gostoso (Costner de novo!). No Grammy, venceu na Categoria de Melhor Canção Original, para Cinema e Televisão.
Curiosidades: durante as filmagens surgiram rumores de que o ator, Kevin Costner e o diretor se desentenderam devido à utilização ou não de sotaque britânico nas falas do personagem e Robin de Locksley. Enquanto Costner era a favor, Reynolds era contra, sendo que a opinião do diretor acabou prevalecendo no filme. No trailer do filme, foi incluída uma  cena em que uma micro câmara foi colocada em uma flecha, passando para o expectador qual seria a "visão" desta flecha após ter sido lançada. A cena fez tanto sucesso que acabou sendo incluída no filme. (Realmente é uma cena linda, ficou sendo "a cena", uma das mais marcantes do filme). O ator Sean Connery ganhou 250 mil dólares por apenas 2 dias de filmagem em Robin Hood. Após encerrar o trabalho, Connery doou a quantia que recebeu para instituições de caridade. O papel de Lady Marian seria de Robin Wright Penn, que teve que desistir do papel, porque estava grávida na época das filmagens. Apesar da participação de Connery ter sido pequena, o que para alguns, até descartável, eu acredito que não, com sua presença marcante, enigmática e com aquela voz poderosa, fez toda a diferença, deu um toque mais que especial ao filme.


Recomendo!!! Muito bom para os apreciadores de filmes épicos e de aventura.  

domingo, 24 de julho de 2016

A grande aposta


Diretor: Adam McKay
Atores: Christian Bale, Steve Carrell. Ryan Gosling, Brad Pitt, John Magaro, Karem Gillan, Melissa Leo, Marisa Tomei
Gênero: Comédia
Duração: 131 minutos

Ano:2016

Sinopse:  Michael Burry (Christian Bale) é dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário dos EUA irá quebrar em breve. Tal decisão gera complicações junto aos investidores, já que nunca alguém havia apostado contra o sistema e levado vantagem. . Ao saber destes investimentos, o corretor Jared Vennet (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e passa a oferecê-la para os clientes. Um deles é Mark Boum (Steve Carrell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas pessoais, desde que seu irmão se suicidou. Paralelamente, dois iniciantes na Bolsa de Valores,percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária, para tanto, pedem ajuda a um guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso.

Elenco de primeira, entre eles alguns mais famosos e queridos do público (Bale e Pitt), mas o filme deixa a desejar, não empolga e ainda tem uma linguagem meio técnica, que acaba cansando o expectador, achei um pouco longo. O filme é uma adaptação do livro The Big Short: Inside the Doomsday Machine, publicado no Brasil como A jogada do século, por Michael Lewis. É um filme que retrata a crise financeira de 2008, nos EUA, quando algumas pessoas do mercado financeiro previnem o caos e se aproveitam para ganhar dinheiro. Mostra também, a total falta de controle sobre as dívidas hipotecárias, pois o crédito nesta área era sempre aprovado (hipoteca sobre hipoteca); fraudes, cobertura do governo e total impunidade, recaindo o problema exclusivamente para as classes sociais mais expostas. ( É possível ver alguma semelhança com o Brasil??? Nada diferente daqui, não é???). O que eram os investimentos mais seguros do mercado: os títulos de dívida imobiliária, viram um fiasco. O diretor a partir, pois além de dirigir também é co-roteirista, transforma o que poderia ser filme de drama, em comédia irônica (ainda que cruel), mostra o outro da moeda. O filme é bom, composto por um elenco que além de esbanjar charme, mostra talento, onde cada personagem principal carrega um pouco na sua atuação, para enfatizar a personalidade de cada um: tem o esperto, o depressivo, o incrédulo...). Fotografia de Barry Ackroyd. Teve 06 indicações para o Oscar 2016, nas categorias de Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante (Christian Bale) e Montagem, ganhou para Melhor Roteiro Adaptado.
Brad Pitt foi também um dos produtores, os demais: Dede Gardner, Jeremy Kleiner e Armand Milchan.
Recomendo para as mentes mais racionais.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

A letra escarlate




Diretor: Roland Joffé
Atores: Demi Moore, Gary Oldman, Robert Duvall, Edward Hardwicke, Amy Wright, Robert Proscky
Joan Plowright
Gênero: Romance
Duração: 135 minutos
Ano: 1995


Sinopse: Em 1666, Massachussests, Bay Colony, uma bela mulher (Demi Moore), casada com um medico (Robert Duvall), chega na localidade na frente do marido, com incubência de providenciar uma casa para o casal. Mas acaba se apaixonando por um reverendo (Gary Oldman), que tem por ela os mesmos sentimentos. No entanto, eles reprimem tais emoções pelo fato dela ser casada, mas quando supões que seu marido foi morto pelos índios, eles se sentem livres e Hester acaba ficando grávida. Mas apesar de ficar presa e socialmente marginalizada, ela se recusa a dizer o nome do pai da criança que esta esperando. Passa então a portar uma letra "A".de adúltera bordada em cores vermelhas em suas roupas, como símbolo de vergonha de sua vergonha perante a sociedade local.


Simplesmente belo!!! Densa e intensa, esta história de amor proibida, que pelas convenções da época é vigorosamente condenada. Mostra um retrato bem dramático e tocante de submissão e da resistência, às normas sociais, bem como da paixão, culpa e fragilidades humanas.  Demi Moore e Gary Oldman estão maravilhosos como os personagens de Hester e Arthur. A história se passa  no auge da caça às bruxas nas cidades regidas por uma administração puritana, Anos antes, a Inglaterra estava sob o domínio do Rei Carlos II, navios apinhados de gente aportavam a todo  momento no Novo Mundo. Pessoas vinham em busca de liberdade, fugindo da perseguição religiosa da terra natal. Mas com o tempo foi se observando que o Novo Mundo não era diferente do Velho. Pessoas vieram de lá e trouxeram os antigos preconceitos e regras, para a formação da Nova Inglaterra. Assim o filme mostra em detalhes os conflitos entre homem branco e índios, o Estado e Religião confundindo-se (para variar!!!) e a intolerância imperando, parecendo algo bastante normal. Então aparece Hester, uma mulher determinada, forte, destemida, moderna que acaba por chocar e questionar os valores hipócritas da pequena cidade que viria a ser Boston, nos dias atuais. É uma história fictícia, escrita por Nathaniel Hawthorne em 1850, (ainda que a história se passa a pelo menos duzentos anos antes), aborda a eterna luta entre  os conflitos que normalmente vivenciamos: os valores da sociedade e os direito do indivíduo (questionando quais as obrigações que o indivíduo tem para com a sociedade); entre a lealdade e o amor.  E nos brinda com Hester Prymme, a primeira autêntica heroína da literatura norte-americana, que se vale de uma força interior e de uma convicção de espírito, desafiando a sociedade ao criar sua filha sozinha, a lidar com situações inesperadas e principalmente proteger o segredo, a identidade de seu amor.
Curiosidades: esta é a quinta versão cinematográfica do livro, as demais foram em 1917, 1926, 1934 e 1972. Esta última, apesar de toda produção impecável, recebeu algumas críticas, por ter modificado a versão original do livro. Mas convenhamos, não conheço as outras, mas esta é primorosa!!! Com música John Barry, sendo que foram compostas três trilhas sonoras. Depois de prontas, a escolhida foi foi a dele, em detrimento das elaboradas por Ennio Morricone e Elmer Benstein. Fotografia de Alex Thonson, linda!!! Figurino de Gabriella Pescucci e Produtores Roland Joffé e Andrew G, Vajna. Não foi indicado a premiações importantes. Uma pena!!! Mas ainda assim acredito que vale a pena ver. Emocionante!!! Principalmente para as simpatizantes das causa femininas. 

sábado, 16 de julho de 2016

O regresso



Diretor`Alejandro Gonzáles Iñarritu
Atores: Leonardo DiCáprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Poulter, Paul Anderson, Kristoffer Joner, Brendan Fletcher
Gênero; Drama
Duração: 156 minutos
Ano: 2016



Sinopse: No século 19, o explorador Hugh Glass (DiCáprio), comanda uma ação no Rio Missouri, no Oeste americano. No local, ele acaba sendo atacado por uma ursa e em vez de ajudarem, sua equipe o abandona à própria sorte. Mas para surpresa do grupo, o explorador sobrevive  e esta sedento por vingança.


Filme muito esperado, por ser polêmico devido as indicações de Melhor Diretor, Fotografia e Melhor Ator para Leonardo Di Cáprio. Eu particularmente gostei muito!!! Foi como esperava: Direção precisa de Iñárritu, interpretações fortes, com um Di Cáprio maduro e maravilhoso, e com Fotografia espetacular (com detalhes incríveis, poética), bem ao estilo do Emmanuel Lubezki, que deixa mais uma vez sua marca registrada, paisagens lindas, de tirar o fôlego. O filme foi inspirado em fatos reais, narrados no livro The Revenant, a novel of Revenge, de Michael Punke, na telona foi apresentada de forma sensacional, sendo uma experiência cinematográfica imersiva e visceral, que capta a épica aventura de um homem que luta por sobrevivência e o extraordinário poder do espírito humano. Em uma expedição pela remota região oeste dos EUA, o lendário explorador Glass, é atacado brutalmente por uma ursa e é deixado como morto pelos membros de sua própria equipe. Assim, em sua luta para sobreviver, Glass resiste à dor inimaginável, à traição, mas guiado por uma força de vontade e pelo amor à sua família, navegando por um inverno brutal em busca de redenção e vingança. As filmagens foram iniciadas no princípio de em 2014 e terminaram em agosto do ano seguinte. Utilizando de 3 países para compor todos os cenários: Canadá, EUA e Argentina. Após 4 indicações ao Oscar (Gilbert Grape - um aprendiz de sonhador,





em 1995; O aviador, em 2005; Diamante de sangue, em 2007, achei uma injustiça também não ter sido indicado pelo filme Os infiltrados no mesmo ano e em O lobo de Wall Street, em 2014, mas sem premiação, nesta quinta, conseguiu merecidamente!!! Leonardo disse em uma entrevista que não foi fácil gravar este filme, que viveu experiências até então impensáveis: dormiu em carcaça de animal, comeu carne de bisão e que nadou regularmente em rios congelados. diz "foi o filme mais difícil em que todos nós já filmamos". Que a equipe não podia errar nas filmagens, tudo foi ensaiado exaustivamente, pois só tinham 90 minutos por dia para captar a bela e célere luz de Chivo. No filme todo só foi utilizada luz natural. Sendo o frio congelante e a hipotermia um risco constante. Iñárritu diz "que as condições do clima estavam contra nós, o tempo todo." Curiosidades: O projeto começou a ser idealizado em 2001, mas só concretizado em 2014.  Os atores Samuel L. Jackson, Christian Bale e Sean Peen foram sondados para o longa.
Equipe técnica: Trilha Sonora, Ryuichi Sakamoto; Direção de Arte, Jack Fisk; Montagem, Stephen Mirrione; Figurinista, Jaqueline West.
Indicações: ao Oscar 2016, foram no total 12 indicações, Melhor Ator Coadjuvante, Edição, Figurino, Cabelo e Maquiagem, Efeitos Visuais, Designer de Produção, Edição de Som e Mixagem de Som; venceu 3, para Melhor Diretor, Ator e Fotografia. Ao Globo de Ouro, venceu nas categorias de Melhor Filme Drama, Ator Drama e Diretor, indicado ainda para Melhor Trilha Sonora. Ao BAFTA, vencedor em Melhor Filme, Ator, Som e Fotografia, indicações em Trilha Sonora. Maquiagem e Edição. Ao Prêmio Screen Acrors Guild 2016, Leonardo ganhou também para Melhor Ator em Cinema. É finalmente este foi o ano de Leonardo.