domingo, 1 de março de 2015

Transcendence - A revolução


Diretor: Wally Pfister
Atores: Johnny Deep, Rebbeca Hall, Paul Bettny,Cillian Murphy, Kate Mara. Cole Hanner, Morgan Freeman, Clifton Collins Jr.
Gênero: Ficção
Duração: 119 minutos
Ano: 2014


Sinopse: O Dr. Will Caster (Johnny Deep) é o mais famoso pesquisador sobre inteligência artificial da atualidade. No momento ele esta trabalhando na construção de uma máquina consciente que conjulga informações sobre todo tipo de conteúdo com a grande variedade  de emoções humanas. O fato de sempre se envolver em projetos controversos fez com que ganhasse notoriedade, mas ao mesmo tempo o torna inimigo número um dos extremistas que são contra o avanço tecnológico, e por isso mesmo tentam detê-lo a todo custo. Só que em um dia após a tentativa de assassinato, Caster convence a esposa Evelyn (Rebbeca Hall) e seu melhor amigo Max Watters (Paul Bettany) a testar seu inveto nele mesmo. A questão não é só de podem fazer isso, mas se devem dar esta passo.




Mais um filme estrelado por Deep, que poderia ser tanto um sucesso, como um fracasso (ator que normalmente se lança nas suas interpretações), e surpreendentemente ele brilha mais uma vez, na pele do cientista e professor Will Caster que propõe, juntamente com sua esposa Evelyn (Hall), que é a dona da iniciativa do projeto e seu melhor amigo Max (Bettany), um cientista com visão mais humanista, a criar uma máquina com sensibilidade e inteligência coletiva. O filme propõe uma infinidade de questionamentos, onde não há um aprofundamento nas questões, e por este motivo foi criticado de modo negativo, mas acredito que esta não era a intenção do diretor. E sim, fazer o expectador sair com mil questionamentos na cabeça ligados a ética e isto ele consegue: pode uma máquina ter autoconsciência??? Quais as consequências de se transportar uma mente (neste caso uma das mais inteligentes do mundo) para o universo online, onde o acesso é livre a todos os computadores (dados pessoaia, bancários e outros) do mundo??? O que ele poderia fazer com este poder??? Essa onipresença poderia resultar em uma nova forma de Deus, ou pelo menos o desejo de se tornar um Deus, decidindo o que seria melhor para o outro??? E ainda, poderia ser Will Caster ele mesmo, sem corpo, habitar aquele computador???
Este é o primeiro filme de Wally Pfister,  até então conhecido como fotógrafo dos longas-metragens de Christopher Nolan (aclamado pela crítica devido a famosa Trilogia Batman, onde recebeu muitos prêmios, e amplamente homenageado em outras premiações por ser de mais jovem diretor de cinema a fazer tanto sucesso. Em 2014 dirige o filme Interestelar.) que neste filme, assina a produção executiva. Tem a inda no elenco outros nomes conhecidos e que atuam muito bem, como Morgan Freeman, Kate Mara e Cillian Murphy. Curiosidade: Os dois protagonistas do filme Deep e Bettany são amigos na vida real, tanto que Betttany foi um dos convidados e padrinho no casamento de Deep com Amber Heard, em 05 de fevereiro, numa cerimônia vip, em sua ilha particular situada nas Bahamas. Recomendo!!! Filme sensível que faz com que pensemos muito em nossa escolhas e que sentimentos estão envolvidos nestas decisões. Recomendo!!!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Shakespeare, apaixonado.


Diretor: John Madden
Atores: Joseph Fiennes, Gwyneth Paltrow, Judi Dench, Imelda Stauton, Geofrey Rush, Tom Wikinson, Ben Afleck, Colin Firth, Rupert Everett.
Gênero: Comédia
Duração: 123 minutos        
 

Ano: 1998

Sinopse: William Shakespeare (Joseph Fiennes) precisa escrever uma nova peça de teatro, uma história de amor com fim trágico, mas está sofrendo um bloqueio, somente uma musa inspiradora poderá ajudá-lo. Ao se apaixonar por Lady Viola De Lessers (Gwyneth Paltrow) ele volta  ater inspiração e escreve a peça Romeu e Julieta.Na época as mulheres não podiam interpretar peças de teatro, mas Lady Viola se veste de homem para poder participar da peça de Shakespeare, mas ele acaba se apaixonando por ela,mesmo sendo noiva de Lord Wessex (Colin Firth), nobre dono de terras na Virgínia, que está a procura de dinheiro para voltar para os Estados Unidos, na corte da Rainha Elizabeth I que aprova o casamento arranjado.


Filme apaixonante de ver, com cenas tocantes, engraçadas, picantes, de tudo um pouco. Vemos dança, teatro, relações conturbadas, disputa pelo poder...Tudo compondo uma bela representação do eterno clássico, Romeu e Julieta, sendo encenado e vivido em tempo real. Muuuito bom!!! Uma grande homenagem ao teatro, mostrando que na época (o filme se passa por volta de 1593), era só composto por homens, as mulheres eram proibidas de "tal depravação". O filme tem um elenco maravilhoso, música encantadora e figurino espetacular, assinado por Sandy Powell, então não poderia deixar de ser o sucesso que foi, ganhador de vários Oscar, mito embora para ser sincera, não era o meu preferido, competiu com outros filmes de peso como Elizabeth, A vida é bela, O resgate do solado Ryan e Além da linha vermelha. Partindo da idéia de que o bardo Will deveria estar perdidamente apaixonado para escrever uma peça mostrando um amor que inspira e emociona há séculos, o roteirista  Marc Norman imaginou a situação básica da história do filme.  Várias teorias foram desenvolvidas por estudiosos e biógrafos, muitos envolvendo uma misteriosa "mulher de negro" a quem o poeta faz referência em alguns sonetos, daí surgiu a história dos amores, em paralelo, pois Will era casado e Viola era noiva, então o romance estava condenado, mas fluiu durante um período transformando o amor que sentia em palavras, fazendo surgir o incrível Romeu e Julieta, um amor impossível (a peça era para ser Romeo e Ethel, the Pirate's Daughter). O filme mostra um mundo elisabetano não muito diferente do nosso: o comércio ameaça a criatividade, políticos se envolvem




nas artes e entretenimento, vaidades influenciam comportamentos, crianças são estimuladas pela violência e mulheres fica, sem papel na sociedade. Curiosidades: O diretor acha que "o roteiro conferiu um tratamento travesso a um dos maiores dramaturgos inglês, mas de forma respeitosa, criando uma história bem humorada, irreverente, moderna e romântica. Tanto que o filme tem co-produção dos Estados Unidos e Reino Unido. O filme também trás personagens que realmente existiram,como: o ator inglês Ned Alleyn (Ben Afleck), que acabou sendo um filantropo e patrono das artes; Plilip Henslowe (Rush), antigo servente que se casou com a viúva do patrão e construiu um teatro;  Christopher Marlowe (Everett) autor de tragédias repletas de emoção, cuja morte prematura ampliou o caminho de Shakespeare e outros, mas em compensação Viola, seu noivo e Fennyman não existiram. A equipe de 115 técnicos, sob as ordens de Martin Childs, construiu em apenas oito semanas, 17 prédios, incluindo dois teatros, um prostíbulo, uma taverna, um mercado, o apartamento de Will, além de uma série de ruelas. Mas algumas locações autênticas foram utilizadas, como o Castelo de Brougthon (residência de Viola), a Hatfield (Palácio de Greenwich da Rainha), o campo onde Viola declara o seu amor por Will e o cenário da cena final. Judi Dench ganhou da Miramax a réplica do teatro The Rose, que ela pretende usar de verdade. Premiações: foi indicado ao Oscar 1998 para Melhor Diretor, Ator Coadjuvante (Rush), Edição, Som, Maquiagem, Fotografia (Richard Greatrex). Venceu nas categorias: Melhor Filme, Atriz (Paltrow), Atriz Coadjuvante (Dench), Roteiro Original, Trilha Sonora Original. No Globo de Ouro, foi indicado a Melhor Diretor, Atriz Coadjuvante (Dench), Ator Coadjuvante (Rush).Vencendo para Melhor Filme de Comédia ou Musical, Atriz (Paltrow) e Roteiro. No BAFTA,venceu em Melhor Filme, Atriz Coadjuvante, Edição, Som, Maquiagem, e Cabelo, Design de Produção e foi indicado nas categorias de Melhor Diretor, Atriz, Ator, Ator Coadjuvante, Roteiro Original, Figurino, Fotografia e Trilha Sonora. No Festival de Berlin, foi indicado ao Urso de Ouro. Não poderia deixar de comentar que neste ano, a nossa gloriosa Fernanda Montenegro foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme Central do Brasil (com um desempenho brilhante, como tudo que faz), mas infelizmente ainda não foi desta vez que trouxemos este prêmio para o Brasil, mas acredito que vamos chegar lá. Recomendo!!! Assista e comente.

domingo, 19 de outubro de 2014

Yves Saint-Laurent


 Diretor: Jalil Lespert
Atores: Pierre Nimey, Guilhaume Gallienne, Charlotte Le Bon, Laura Smett, Marie de Villepin, Rubem Alves, Alexandre Steiger, Anne Alvaro
Gênero: Biografia
Diração: 106 minutos


Ano: 2014

Sinopse: Paris, 1957. Com apenas 21 anos, Yves Saint-Laurent (Pierre Nimey) é chamado para cuidar do futuro da prestigiosa grife de alra costura fundada por Christian Dior, falecido recentemente. Depois de seu desfile triunfal, ele vai conhecer Pierre Bergé ( Guilhaume Gallienne), e este encontro irá balar sua vida. Amantes e parceiros de trabalho, os dois se associam afim de criar agrife YSL. Apesar de suas obsessões e demônios interiores, Saint-Laurent,vai revolucionar o mundo da moda com sua abordagem moderna e iconoclasta.


Mais uma cinebiografia que me deixou tocada, pois conhecemos ou melhor, foi permitido conhecer e admirar o mito e não o homem. Embora o importante seja conhecer o ser humano por trás do mito, toda sua gama de fragilidade e grandezas, angústias e realizações e este filme, permite isso, a história de Yves é simplesmente linda... Com a autorização e supervisão de Pierre Bergé, o filme mostra um período de vinte anos, de 1957 a 1976, onde podemos conhecer sua trajetória e somos brindados com uma história linda de amor e de seu momentos de alto e baixo na sua vida profissional, pessoal e em relação à sua saúde, pois tinha Transtorno Bipolar (alterações de humor: passando de uma fase produtiva que o levava a exaustão até uma completa  e profunda depressão). Neste período de sua carreira, estão presentes a modelo famosa: Victorie Doutrelean (Charlotte Le Bon), a guinada na carreira com a coleção Mondrian, o primeiro encontro com a musa Betty Castroux (Marie de Villepin) e a subversão do feminismo da mulher YSL, desafiadora na década de 70. Durante as décadas de 1960/1970, Yves viria a alterar alguns dos mais importantes paradigmas do mundo da moda. Aliando o senso prático ao requinte,é lançada a moda "prét-a-porter", caracterizada por criações do autor a preços acessíveis, o que fez de sua marca, um dos mais importantes símbolos de bom gosto e sofisticação. Em 2002, YSL deixa o mundo da moda, após um desfile onde faz a retrospectiva de seus 40 anos de carreira. Seis anos depois morre com 71 anos, com cancro cerebral. É mostrado no filme como uma pessoa criativa, genial, apaixonada, corajosa, provocadora, adorada e atormentada (atormentado pelo perfeccionismo e neurótico pelo sucesso).  Curiosidades:  a jornalista François Guilhaume Lorrein do



Le Point escreve: "Nimey e Gallienne dão vida à relação tão complementar entre o gênio e o executivo de forma comovente. Pierre Bergé, que desejou o filme, não foi contra algumas revelações. Com isso o filme ganha em força e sinceridade". O ator Pierre Nimey, para construir o personagem, mergulhou completamente no universo de Saint- Laurent: assistiu a todas as entrevistas na televisão, passou horas com pessoas que o conheciam bem o estilista, teve aulas de costura  e desenho e se debruçou sobre o acervo da Fondation Pierre Bergé - Yves Saint- Laurent, que conta  com oito mil peças criadas pelo designer. Dedicou meses estudando e se preparando para viver o personagem, tanto que quando Pierre, o parceiro de negócios e na vida, chorou  ao vê-lo pela primeira vez, depois de duas horas de maquiagem. Disse: "fiquei desconcertado, até chateado, porque é muito difícil, às vezes cheguei a pensar que era o próprio Yves, é um sentimento enorme, fiquei impressionado com a atuação dele". Na vida real, na sua parceria com Yves, que sempre foi o artista, o gênio, ele foi o empresário, o braço direito, que fez de tudo para que o outro brilhasse. O ator Nimey, diz que Pierre conseguiu enxergar algo de Yves nele, e isto foi muito gratificante, pois trabalhou duro para que isso pudesse acontecer. E lembrou quando pesquisou sobre seu personagem, que em uma das entrevistas dada por ele, onde foi bombardeado com inúmeras perguntas, sobre ser muito jovem para assumir uma grife tão famosa, no entanto respondeu com simplicidade: "eu não posso descrever como me sinto, mas vou dar o meu melhor até o fim. E assim foi..."O mesmo ocorreu com o ator, informa ter dado o seu melhor para compor este personagem tão complexo. Os dois atores Nimey e Gallienne foram muito elogiados pelos seus desempenhos no filme, dando vida aos personagens com tanta precisão, que sensibiliza. Recomendadíssimo!!! Assista e comente.

domingo, 12 de outubro de 2014

Cidade dos Anjos



 Direção: Brad Silberling
Atores: Nicolas Cage, Meg Ryan, Andre Braugher, Colm Feore, Robin Bartlet, Deniz Franz
Gênero: Romance
Duração: 114 minutos
Ano: 1998                  


Sinopse: Em Los Angeles, uma dedicada cirurgiã(Meg Ryan), fica arrasada quando perde um paciente durante uma operação, no mesmo instante em que um anjo (Nicolas Cage), que estava na sala de cirurgia, comça ase sentir atraído por ela. Em pouco tempo ele fica apaixonado pela médica e resolve ficar visível para ela, afim de poder encontrá-la frequentemente, o que acaba provocando entre os dois uma atração, apesar de ela tenha um sério relacionamento com um colega de profissão. O ser celestial não pode sentir calor, nem o vento no rosto, o gosto das frutas, o toque em suas mãos. Então começa a cogitar a possibilidade de deixar de ser imortal para poder amar e ser amado intensamente.

Adoro este filme, lindo e tocante, quem não gostaria de ter um "anjo" Seth/ Cage, "caindo" por você??? Até euzinha. A parceria Cage e Ryan deu certíssimo, os dois são lindos e talentosos, carismáticos. O filme é um remack do franco-alemão Asas do desejo, filmado em preto e branco, para dar uma ênfase na questão dos anjos não verem cor, do diretor alemão Wim Wenders, em 1987. Mas sinceramente e apesar de divergirem em alguns pontos, minha alma romântica prefere a versão americana, com muito mais produção, (paisagem e fotografia belíssimas), músicas marcantes e suas nuances mais trágicas, mas não menos belas. Todos acreditavam que seria mais um romance sobre anjos e humanos, algo já explorado diversas vezes, mas Cidade dos Anjos foi inova, cria um



"mundo dos anjos": sendo tudo muito perfeito, suas roupas escuras, seus diálogos escassos, posturas, seus encontros ao nascer e pôr do sol, mas principalmente, a sua onipresença, usando o seu poder para ajudar a humanidade, promovendo equilíbrio e ajudando quando fazem a passagem deste plano para outro. Passam uma idéia de paz e harmonia, o diretor dirige com tanta sensibilidade e maestria, que temos a sensação de participar deste mundo mágico e especial criado por ele. Seth/Cage, olha para nós humanos com tanto cuidado e carinho, que eternece. Não tem como não se sentir tocado, o filme emociona (tanto pela beleza de suas imagens, como pela força de sua narrativa), alegra encanta, com um elenco que desempenha perfeitamente bem seu personagem. O anjo Seth acompanha vários humanos, mas uma médica Maggie Rice (Ryan) chama a sua atenção pela paixão com que desempenha sua profissão e que fica inconformada quando perde um de seus pacientes. Um chamada a mais no filme: desperta uma reflexão sobre se existe algo além dos conhecimentos do mundo físico, uma força maior que nos move...Acaba se apaixonando por ela e resolve se aproximar, na tentativa de descobrir os encantos do mundo humano, uma vez que neste filme, os anjos não tem a capacidade de sentir, sua percepção do mundo é muito diferente da nossa. A escolha do álbum, não poderia ser melhor, com músicas do Eric Clapton, U2, If god will send his Angels; da banda Goo goo dollls, Iris; de várias faixas do já conhecido compositor Gabriel Yared, indicado várias vezes ao Oscar e vencedor pela Melhor Canção Original do filme O paciente inglês; e pela premiada Alanis Morissette, com Uninvited. Suas trilhas sonoras fizeram tanto sucesso, que mesmo anos depois do filme ser lançado, ainda era procurado no mercado nacional e internacional, foi um dos álbuns mais


vendidos. Quanto a fotografia, bem este é um caso a parte, onde cada tomada é uma pequena pintura, uma obra, desde o início do filme, John Seale, com sua fotografia naturalista, encanta, as tomadas são perfeitamente gravadas, dando um ar de superioridade, de muitíssimo bom gosto, estupendas do começo ao fim. O filme teve indicação ao Globo de Ouro, no quesito Melhor Canção Original, Uninvited, de Alanis Morissette. A música também foi indicada ao Grammy, de Melhor Canção Original e Melhor Trilha Sonora, para cinema. No MTV Awards (1999), teve indicação de Melhor Canção para cinema, Iris e para Melhor Dupla de Cinema (Nícolas Cage e Meg Ryan). No Satélite Awards (1999), também teve indicação a categoria de Melhor filme para cinema. Enfim, o conjunto todo da obra é maravilhoso, filme recomendadíssimo, essencial para os amantes de um bom romance e para os que não gostam também, pois este filme conquista a todos. É linnnndo!!!   

sábado, 11 de outubro de 2014

Blue Jasmine



Direção: Woody Allen
Atores: Cate Blanchet, Alec Baldwin, Sally Hankins, Peter Sarsgaad, Michael Stuhlberg, Luis C,K,, Bobby Cannavale
Gênero: Comédia
Duração: 98 minutos  


Ano: 2014

Sinopse: Uma mulher rica que vive na alta sociedade de Nova York (Cate Blanchet), perde todo seu dinheiro e é obrigada a morar em São Francisco com sua irmã (Sally Hankins), em uma casa muito modesta. Ela acaba encontrando alguém (Peter Sarsgaad) na Bay Area, que pode resolver os seus problemas financeiros, mas antes precisa descobrir quem ela é realmente, e precisa aceitar que São Francisco será sua nova casa.


Mais uma direção do polêmico Woody Allen, pela primeira vez dirigindo a maravilhosa Cate Blanchet, que está divina (elegante, charmosa) e talentosa como sempre, faz uma neurótica com perfeição, bem ao estilo do diretor. Cate compõe o personagem com uma entrega admirável, com uma construção ao mesmo tempo profunda e complexa, mostrando mais uma vez um personagem rico e sem igual, na sua galeria de interpretações. Teve um  interpretação brilhante, ganhando o Oscar 2014, de Melhor Atriz, merecidamente. O filme como um todo, é muito bem montado e dirigido, vai sendo mostrado do passado ao presente com muita competência. Com bela direção de fotografia de Javier Aguirresaroba, as cenas são apresentadas com muito requinte e planejamento nos dois ambientes, mostrando claramente a ambivalência dos dois mundos (luxuoso e o outro simples e modesto), um amplo e claro, o outro fechado, com cores mais escuras, promovendo um maravilhoso e excelente efeito


visual. Jasmine é inicialmente mostrada como uma mulher deprimida e neurótica, na casa dos 40 anos, que vê seu mundo de riqueza e ostentação, desabar e a partir daí tento que "engolir" seu orgulho e pedir ajuda a irmã, que durante todo período em que foi rica, nunca teve a menor consideração (fazendo questão se ignorá-la), e que mesmo assim, no presente, ainda não sente constrangimento de demonstrar o desprezo que sente pela nova situação. É apresentado um contraste maravilhoso de dois mundos e de duas personalidades: uma egoísta, fútil e superficial (bela por fora mas emocionalmente perturbada) e a outra, simples (não tão bonita externamente, mas com uma alma reluzente) generosa, que passa por cima de tudo para simplesmente ajudar. O elenco está excelente, com personagens dramáticos, cômicos e engraçados, principalmente o Chili (Cannavale) namorado da personagem de Sally (Ginger), está ótimo, como um imigrante italiano. Curiosidades: O nome do filme "Blue" aponta para o estado da protagonista, pois além de azul, também significa melancólico, deprimido, no inglês. E ainda é uma homenagem a música Blue moon, que toca diversas vezes durante o filme. É o primeiro filme de Allen nos Estados Unidos, desde 2009, quando lançou Tudo pode dar certo. Desde então rodou três filmes na Europa:  Você vai conhecer o homem dos seus sonhos (2010), Meia-noite em Paris (2011) e Para Roma, com amor (2012). Foi a esposa de Allen, Soon-Yi Previn, quem deu a idéia para a trama de Blue Jasmine, ao contar a história de uma mulher que conheceu e que passava por uma crise pessoal e financeira. É o terceiro filme dirigido por Allen, que conta com Baldwin no elenco, Os demais foram: Simplesmente Alice (1990) e Para Roma, com amor (2012). O ator Bradley Cooper chegou a ser convidado para atuar ni filme, mas teve que desistir devido a problemas com a agenda. Luis C,K,, fez uma audição para o personagem Augie, mas o diretor achou que ele era bom demais para o papel e acabou oferecendo outro personagem, chamado Al. Apenas Cate Blanchet e Sally Hawkins, tinham o roteiro completo durante as filmagens. O filme teve três indicações ao Oscar 2014, para Melhor Atriz, Atriz Coadjuvante Sally e Roteiro Adaptado, só ganhou para Melhor Atriz. Recomendo, muito bom!!!

domingo, 17 de agosto de 2014

O pescador de ilusões


Diretor: Terry Gilliam
Atores: Robin Williams, Jeff Bridges, Amanda Plummer, Mercedes Riehl.
Gênero: Drama
Duração: 135 minutos

Ano: 1991

Sinopse: Jack Lucas (Jeff Bridges) é um locutor de rádio egocêntrico, que fala o quer em seu programa sem pensar nas possíveis consequências. Um dia um ouvinte conversa com ele ao vivo, dizendo que conheceu uma mulher por quem se apaixonou em um bar yuppie. Jack de imediato descarta que ela tenha se interessado por ele, dizendo que todos os yuppies deveriam morrer. O ouvinte não pensa duas vezes: pega o rifle, vai até o bar e mata seis pessoas, antes de se suicidar. A tragédia provoca forte impacto em Jack, que desaba no alcoolismo e larga a carreira. Três anos depois, Jack conhece Parry (Robin Williams), um mendigo que o salva de ser espancado. Logo Jack descobre que Parry enlouqueceu após sua esposa ser assassinada, no bar yuppie onde seu ouvinte provocou uma tragédia. Disposto a ajudá-lo para livrar-se do peso na consciência, Jack conta com o apoio de sua namorada Lydia (Amanda Plummer), que o sustenta.


Mais um filme maravilhoso, com o competente ator Robin Williams, que tem mais uma atuação brilhante. Sou fã dele, já deu para notar, não? É o típico ator talentoso e não bonito, galã, mas tudo que faz é garantia de no mínimo, ser um bom filme. Neste está mais uma vez sensacional, como o personagem Parry, um mendigo esquizofrênico, que após viver uma tragédia pessoal, fica perturbado, vivendo num mundo imaginário de cavaleiros vermelhos e criaturas pequeninas, mas que se percebe desde o inicio que é uma pessoa brilhante (era um professor de História Medieval), com uma sabedoria e inteligência incríveis, só que desistiu de viver no padrões convencionais. Tendo casualmente sua vida entrelaçada com a de Jack (Bridges), que também não estava vivendo um bom momento, e assim surge uma amizade profunda entre os dois, por afinidade, pois estavam ambos vivendo de certa forma, marginalizados na sociedade. É um ótimo filme, dirigido bem ao estilo de Terry Gilliam: excêntrico, inteligente e original, que narra uma história de amizade e redenção, com narrativa que transita entre o real e imaginário, de forma cativante e com toques de bom humor. Destaque para a figurinista Beatrix Aruana Pasztor, que compõe os figurinos e cenários com extremo bom gosto e fidelidade à época e momento retratado tando na fantasia (Era Medieval), como na realidade, quando retrata a pobreza e miséria de Nova York. O elenco está perfeito, atuam com desenvoltura e realismo, todos convencem como seus personagens, principalmente Bridges e Mercedes. Curiosidades: James Cameron esteve cotado para assumir a direção, mas teve que desistir devido ao seu envolvimento com o Exterminador do Futuro II - O julgamento final (1991). É o primeiro filme dirigido por Terry Gilliam, a não ter qualquer integrante do grupo Monty Python. O ator Bruce Willis fez teste para o filme. Parry, é uma versão menos para Parsifal. o "idiota puro" e lendário cavaleiro em busca do Santo Graal. Esta informação não está no filme, tendo sido divulgada pelo roteirista LaGravenese. As filmagens ocorreram entre 21 de maio a 16 de agosto de 1990. Na Locadora de Lydia (Mercedes), pode ver vistos cartazes de As aventuras do  Barão Munchausen (1998) e Brazil - O filme (1995), sendo que ambos foram dirigidos por Terry. O filme foi indicado a várias premiações: Oscar 1992, Melhor Ator (Robin Williams), Roteiro original (Richard LaCravenese), Direção de Arte e Trilha Sonora. Ganhou na categoria de Atriz Coadjuvante Mercedes Ruehl. No Globo de Ouro 1992, ganhou em Melhor Ator Comédia/Musical (Robin Williams), Atriz Coadjuvante (Mercedes Riehl) e foi indicado a Melhor Filme, Diretor e Ator. Ao BAFTA: Melhor Atriz Coadjuvante (Amanda Plummer) e Roteiro Original. No Festival de Toronto (1991) Ganhou Melhor Filme - Prêmio do Público. No Festival de Veneza (1991), ganhou o Leão de Prata e foi indicado ao Leão de Ouro. Recomendadíssimo!!! Filme sensível. Quando comecei a escrever sobre este filme, ainda não havia ocorrido a tragédia com o ator Robin. Fiquei muito triste, pois tenho profunda admiração por seus trabalhos, acredito que seja um dos melhores atores da atualidade e fiquei chocada com sua atitude, de cometer o suicídio, pois temos imagem do mito, como alguém equilibrado, sereno, culto, mas não tínhamos o conhecimento do ser humano, seu real estado de depressão e sofrimento. O cinema perdeu um de seus ícones. Sinto  muito!!! 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Amor


Diretor: Michael Haneke
Atores: Jean-Louis Trintignat, Emmanuelle Riva. Isabelle Huppert, William Shimell, Rita Blanco, Alexandre Tharaud
Gênero: Drama
Duração: 127 minutos
Ano: 2013

Sinopse: Georges (Jean-louis Trintignat) e Anne (Emmanuelle Riva) são um casal de aposentados, sendo que Anne era professora de música. Eles tinham uma filha musicista que vive com a família em um país estrangeiro. Certo dia, Anne sofre um AVC e fica com o lado do corpo paralisado. O casal de idosos passsa por grandes obstáculos, que colocarão o seu amor em teste.


Lindo.Forte, mas lindo!!! Filme sensível que mostra uma relação de amor, de um casal de idosos, onde há uma cumplicidade e intimidade, só conquistada através de anos de convivência e de como esta relação vai se deteriorando quando a doença entra em cena, tanto física como mental. Tudo com o passar do tempo vai desaparecendo: o bom gosto que tinham, a dignidade, a identidade de cada um com preservação da harmonia, só o que não muda é o amor, este não evanesce, mas causa profundas mudanças no modo de ser demonstrado. Do que somos capaz de fazer em nome desse amor. O diretor austríaco, já conhecido pela crueza dos seus filmes (não apenas pelo estilo direto das histórias, mas também pelo incômodo que causa no espectador), mas que filme, em particular, desperta tanta reflexão com tão pouco, através de cenas com muita simplicidade e até com total ausência de música, mas que convence, que mexe com nosso emocional. Apresenta cenas fortes, lentas, com uma trajetória honesta e realista, de um fato real, que poderia acontecer a qualquer um. Tocante!!! Enfim o diretor faz uma análise visceral sobre a mortalidade. Curiosidades: É um filme que foi realizado por três países: França, Áustria e Alemanha. Teve sua estréia em Cannes em 2012 e ganhou a Palma de Ouro. A cena em que Jean-Louis Trintignat contracena com um pombo foi repetida 12 vezes, e é o primeiro filme deste ator, após uma ausência de 7 anos. O filme foi indicado ao Oscar 2013, de Melhor Filme, Atriz, Diretor e Roteiro Original, ganhou de Melhor Filme Estrangeiro. Ganhou também o Globo de Ouro, como Melhor Filme Estrangeiro. Recomendo. Assista e comente, mas não espere um filme romântico ao estilo Hollywoodiano, o filme francoalemão tem um estilo realista, sem efeitos especiais e sem final feliz.