domingo, 19 de abril de 2015

O céu pode esperar


Direção: Warren Beatty e Buck Henry
Atores: Warren Beatty, Julie Chisrtie, James Mason, Jack Warden, Charles Grodin, Dyan Cannon, Bucky Henry, Vicent Gardenia
Gênero: Romance
Duração: 101 minutos
Ano: 1978                       


Sinopse: Joe Pedleton (Beatty), um jogador de futebol americano dos Los Aneles Ram, é mandado acidentalmente para o Paraíso décadas antes da sua hora. Quando o erro é notado, ele volta para a Terra, mas seu corpo foi cremado. Provisoriamente habita o corpo de um mega industrial que foi assassinado por Julia Famsworth (Dyan Cannon), sua esposa e Tony Abbot (Charles Grodin), seu amante. Mas a morte não foi notada, mas assim que que Joe passa a habitar seu corpo, eles não entendem nada, pois tinham a certeza de que estava morto. Mas o que mais causa espanto é o comportamento de Joe no corpo do empresário, que era conhecido por ser maquiavélico, mas agora a boa índole de Joe comanda as empresas. Todos começam a ver um magnata altruísta,tanto que Betty (Julie Christe), uma jovem que buscava reparar injustiças feitas pela indústria de Famsworth, inicialmente desconfiada da mudança, gradativamente começa a se apaixonar por Joe.


Espetacular filme onde Warren Beatty dirige (e Buck Henry), produz, atua e faz o roteiro juntamente com Robert Towne e Elaine May. É uma refilmagem do filme Que o céu espere (1941), nesta primeira filmagem o personagem do Sr Jordam (Beatty) é um lutador de boxe e era para ser interpretado por Muhammad Ali, que acabou tendo problemas na agenda, então Beatty refez o roteiro, mudando a profissão do personagem principal para jogador de Futebol Americano, para que pudesse interpretar.  O filme mostra um jogador (Beatty), um quaterback em sua melhor forma física, que sofre um acidente e um anjo ansioso o leva para o céu antes do tempo e quando percebe seu erro, inicia uma jornada para reparar seu engano. Curiosidades: O ator Gary Grant foi o escolhido para interpretar Jordan, mas  acabou por não poder participar do filme. O jogo fictício foi filmado durante o intervalo do jogo Ram  versus Chargers da Pré temporada no Los Angeles Memorial Coliseum no dia 1º de setembro de 1977. Paul McCartney escreveu uma música para o filme, chamada "Did We meat somewhere before? Mas Beatty não ficou satisfeito com o resultado e a descartou. A música usada foi: Rock N´. Roll High School. O responsável pela direção musical é Dave Grusin. O filme foi indicado ao Oscar 1979 para Melhor Filme, Diretor, Ator (Warren Beatty), Ator Coadjuvante (Jack Warden), Roteiro Adaptado (Warren Beatty e Elaine May), Direção de Fotografia (Edward Cronjager), Trilha Sonora Original. Ganhou para Melhor Direção de Arte (Paul Sylbert e Edwin O'Donovan, decoração de George Gaines). Ao Globo de Ouro, ganhou para Melhor Filme Musical/Drama, Ator Musical/Drama (Beatty), Atriz Coadjuvante (Dyan Cannon). Filme muito bem mostrado, com roteiro bem amarrado, com diálogos consistentes, cenas engraçadas, mas adoro particularmente a cenas em que Jordan e Betty se "encontram" em tempo real, e surge aquela sensação de "Dejavu", uma emoção que acontece, a sensação de que se conhecem de algum lugar, é lindo!!! Recomendo. Delicioso de ver... 

domingo, 5 de abril de 2015

Sniper americano


 Diretor: Clint Eastwood
Atores: Bradley Cooper, , Sienna Miller, Luke Griner, Jake McRornan, Ciry Hardrict, , Navid Negahban, Keir O'Donell, Kyle Gallner
Gênero: Biografia
Duração: 134 minutos
Ano: 2015                  



Sinopse: Adaptado do livro American Sniper - The auto biography of the most lethal sniper in U.S. militar history, O filme conta a história real de Chris Kyle ( Bradley Cooper), atirador de elite das Forças Especiais da Marinha Americana. Durante cerca de 10 anos ele matou mais de 150 pessoas, tendo recebido diversas condecorações por sua atuação na Guerra do Iraque.

Emocionante!!! Embora não seja um tema inédito, o enfoque é muito diferente. Impecável direção de Clint Eastwood e excelente performance de Cooper, que consegue nos fazer sentir, o "seu sentimento" em cada momento do filme. Mostrando todo seu conflito de deveres, em relação a sua família (dificuldade de adaptação, quando estava de volta) e servir à Pátria (de tomar a decisão de atirar em alguém, enquanto estava na guerra e de não perder nenhum companheiro). Cooper apostou no potencial do livro, adquiriu os direitos da obra e começou a produzi-la, pensando desde o início em fazer o papel principal, embora o nome de Chris Pratt (Guardiões da Galáxia) tenha sido cogitado. Quando se definiu que seria ele o ator que interpretaria Kyle, começou um treinamento intensivo para ganhar 18 kg de músculo: ingeria cerca de 8.000 cal. por dia. Usando seu próprio treinador, ele malhou 4 horas por dia durante vários meses. Além da ingestão maciça de alimentos e intensos treinamentos, também incluiu aulas 2 vezes por dia com treinador vocal, bem como muitas horas dedicadas ao estudo da vida de Chris Kyle e treinamento de tiro (metragem). Quando chegou a hora de apontar um rifle, o ator treinou com o atirador Nay Seal Kevinlacz, que serviu com Kyle e acabou sendo consultor do filme. Cooper treinava com a playlist musical real de Klyle e sentiu que poderia se "tornar" Chris Kyle, pois ele tem a mesma altura dele,


idade, tamanho e estrutura do corpo, só precisa "construir a massa muscular", deixar a barba crescer.Tanto é que quando os amigos e familiares de Kyle o viram, disseram que estavam olhando outra vez para ele, devido tal semelhança entre o ator/personagem com Kyle. O filme levantou polêmica desde sua estréia, por tratar o protagonista como herói e principalmente oferecer uma visão parcial e estereotipada dos conflitos militares envolvendo os EUA, certa superficialidade tanto no modo de funcionar americano, com um patriotismo excessivo e no modo de tratar os Iraquianos, como se todos fossem selvagens e terroristas. De certo modo é uma obra politicamente incorreta, mas é uma ficção e foi dirigida com maestria por Eastwood, onde cria um épico de guerra tenso e ao mesmo tempo envolvente. Kyle é considerado o atirador mais letal da história militar dos EUA, sobre isso ele diz: "Eu estava apenas protegendo meus rapazes, e eles estavam tentando matar nossos soldados e eu atirava...Eu estou disposto a encontra o Criador e responder por cada tiro que dei, mas o que me perturba, são aqueles que não pude salvar". A fotografia é linda  de Tom Stern, tanto as do continente americano como nas da guerra. Curiosidades: o verdadeiro Kyle disse uma vez que se houvesse um cineasta que fizesse um filme sobre ele, que seria apenas Clint Eastwood e mais ninguém. Mas outros diretores foram cogitados, como Davis O´Russell que considerou dirigir o projeto em certo momento, mas de acordo com a Warner Brothers. Então Steve Spielberg estava interessado,mas ele também passou adiante. Chris Kyle estava com 25 anos e não 30, como mostrado no filme, quando entrou para a Marinha (Treinamento BUD). As atrizes Jaimie Alexander, Kate Mara e Evangeline Lilly foram consideradas para interpretar Taya, papelque acabou ficando com Sienna Miller. Mara escolheu Quarteto Fantástico (2015) e Lilly optou por filmar Homem Formiga). Na abertura do seu primeiro fim de semana, o filme quebrou o recorde de janeiro, arrecadando 105 milhões de dólares. Para compor sua personagem, Miller conheceu a verdadeira Taya pessoalmente e depois passaram horas conversando via skipe, para aperfeiçoar sua fala e maneirismos, para dar mais realismo ao personagem.
Recomendo. Filme que emociona!!!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Minha amada imortal


Diretor:Bernard Rose
Atores: Gary Oldman, Isabella Rossellini, Jeroen Krabbe, Valeria Golino, Johanna Ter Steege, Marco Hotscheneider, Barry Humphries, Anna Kolinska
Gênero: Drama biográfico
Duração: 120 minutos
Ano: 1994            


Sinopse: Em Viena, 1827, Ludwig Van Beethoven (Gary Oldman) morre e um grande amigo do compositor, Anton Felix Schindler (Jeroen Krabbe) decide cumprir o último desejo do maestro, que deixava em testamento tudo para sua Amada Imortal, bem como uma carta, sem especificar o nome desta mulher. Assim empreende uma jornada épica, tentando encontrá-la. E em sua busca, encontra um retrato desconhecido de Beethoven, que pode ajudá-lo a solucionar o problema.



História do grande músico Beethoven, o brilhante compositor alemão (Boon, 1770 a 1827), que desde os 26 anos teve um diagnóstico de congestão na aparelho auditivo e fica completamente surdo aos 46 anos e de como tudo isso se reflete em sua vida. Filme poético e lindo, não chega a ser uma biografia, mas chega muito perto, mostrando algumas passagens de sua vida, que não era do domínio público, mas nem por isso menos real: sua história conflitante com o pai (o que pode ter ocasionado sua surdez), a rejeição popular de sua pessoa e a relação "paternal" que estabeleceu com o sobrinho, no qual tinha grandes expectativas quanto a uma possível carreira artística. Tem uma frase que ele disse: 'Que Deus me fez surdo, para que eu ouvisse a Sua voz e a transformasse em música para o mundo". E foi o que ele fez, era um gênio, tinha um dom e não uma formação acadêmica e usou esse dom com sabedoria, mas também era um apaixonado, com personalidade forte, de certa forma chegando a arrogância, que foi se tornando cada vez mais uma pessoa difícil de se relacionar, assim não passava na cabeça de ninguém , que ele pudesse amar e escrever palavras tão profundas e românticas. Sua história possui altos e baixos, são tantos infortúnios e sofrimentos, que suas músicas eram inspiradas nesses momentos, é possível "sentir" toda emoção vivida por ele, reverenciada em cada nota musical. A ambientação de época é perfeita, cenas com belas locações na Hungria, em Praga e Viena. E vale lembrar que não havia ainda os efeitos especiais realizados por computação gráfica, os figurantes são figurantes mesmo. A trilha sonora é excepcional, vão sendo mostradas acompanhando todas as vivências de Beethoven, como uma verdadeira ópera de sua vida.. Fotografia exuberante assinada por Peter Suschitzky. Montagem de Dan Rae e o Figurino magnífico é de Maurizio Millenotti. E sinceramente achei uma injustiça o filme não ter sido indicado a nenhuma premiação importante em nenhuma destas categorias, acredito que merecia. Não poderia deixar de comentar o trabalho impecável, primoroso de Gary Oldman, que faz um trabalho muito além do dever de interpretação na pele do autor da famosa 9 ª Sinfonia, sabe-se que dedicou a tocar piano com o máximo de precisão possível, para compor seu personagem. Curiosidade: O ator Stephen Rea recusou o convite para interpretar este tão contraditório personagem.
Recomendo: a história mostrada é envolvente e surpreendente. Veja e comente. 

domingo, 22 de março de 2015

Boyhood - Da infância à adolescência.


Diretor: Richard Linklater
Atores: Ellar Coltrane, Lorelei Linklater, Patrícia \Arquette, Ethan Hawke, Zoe Grahan, Nicki Krause, Eve Thompson
Gênero: Drama
Duração: 165 minutos
Ano: 2014


Sinopse: O filme conta a história de um  casal de pais divorciados (Ethan e Arquette), que tenta criar os filhos Mason (Ellar coltrane) e Samantha (Lorelei Linklater). A narrativa percorre a vida deles, principalmente a do menino, durante um longo período, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme vai amadurecendo.




Genial a idéia do diretor de filmar uma família durante um período longo de 12 anos. Podemos acompanhar toda a evolução, desenvolvimento, encantos e desencantos de todos os personagens. Excelente e cativante!!! Torcemos por cada um deles e o desenrolar é totalmente imprevisível. Vamos nos apaixonando pelos personagens que vivenciam conflitos não muito diferentes dos nossos, da vida real: dúvidas, conflitos, inseguranças, tentativas de acertos e erros. Demais mesmo!!! É um projeto único do ponto e vista cinematográfico, inicia no verão de 2002 e termina em agosto de 2013. Em uma entrevista que Linklater concede a Berlinale, afirma que rodou o filme em 45 dias, cerca de 3 a 4 dias de filmagem por ano, e disso tirou um estudo honesto sobre o cotidiano de uma família comum. Reunia-se com os atores e conversava muito com eles, ouvia suas opiniões, o que possivelmente resulta na naturalidade com que vemos os atores desempenhar seus papéis. Os atores que começaram mirins, são todos jovens atualmente, então este registro só acontece neste filme, o que também é algo inédito. Os atores vão amadurecendo não só na narrativa como fisicamente, o ator Ellar Coltrane que faz o Mason, tinha 7 anos quando começaram as filmagens e terminou com 18 anos.



O que certamente foi um risco para o diretor, então como já tem uma longa amizade com Ethan, o fez prometer que se morresse durante o período, este assumiria a direção. É um longo filme, mas não sentimos o passar do tempo e nada é esperado, pois na história narrada tudo podia acontecer, na trajetória desta família e principalmente na Mason, que poderia fazer escolhas ruins, mas conseguiu dar um sentido positivo, sem soluções mirabolantes, na sua vida. Todos tem uma existência muito parecida com a nossa e é justamente por isso que nos apaixonamos e nos identificamos com eles, torcemos para que tudo de certo. Realmente é um trabalho incomparável, lindo, com roteiro afinado: cenas fortes, dramáticas e com diálogos extraordinários. Mostrando a trajetória desta família com seus dilemas, vemos uma real trajetória da infância à juventude, com divórcio, ausências do pai, idas e vindas de relacionamentos, mudanças de cidades, escolas, condutas, amizades perdidas, namoro, alcoolismo, violência e recomeços. Direção e roteiro primorosos de Linklater, que opta por uma câmera quase naturalista, sem tons quentes e admira seus personagens, em especial Mason. A trilha sonora é também um destaque, músicas de Cold Play, Paul McCartney, Sheryl Crow, Pharrel Williams, Wilco e até Lady Gaga. Premiações: no Oscar 2015, teve indicação nas categorias de Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original, Ator Coadjuvante (Ethan Hawke), Edição e só ganhou para Melhor Atriz Coadjuvante para Patrícia Arquette. Foi indicado também no Festival de Berlim, para Juri e ganhou o Urso de Ouro, na categoria de Diretor para Richard Linklater. Curiosidades: o diretor é o mesmo da Trilogia: Antes do amanhecer (1995), Antes do por do sol (2004) e Antes da meia noite (2013). O artista de rua que toca violão é o pai de Ellar, Bruce Salmon. O carro GTO usado no filme é do diretor. A atriz que faz a Samantha (Lirelei Linklater) é filha de Richard, que quando ficou sabendo do projeto, desejou participar.
Recomendadíssimo!!! Para mim o filme é mais que um filme, é uma experiência linda, de beleza encantadora, era o meu favorito para o Oscar. A cena em que o pai, já mais velho e maduro, diz a Mason que hoje ele era tudo o que a mãe desejava no passado, e que se ela tivesse tido a paciência, talvez, tudo poderia ser diferente, é algo muito real, todos nós certamente, já vivenciamos algo parecido.  Propicia longas e profundas reflexões...

quarta-feira, 18 de março de 2015

Lendas da paixão


Diretor: Edward Zwick
Atores: Brad Pitt, Anthony Hopkins, Aidan Quinn, Julia Ormond, Henry Thomas, Christina Piclkes, Paul Desmond, Tantoo Cardinal.
Gênero: Drama
Duração: 133 minutos
Ano: 1994



Sinopse: Filme sobre três irmãos e seu pai que vivem numa fazenda, uma terra inóspita, no estado de Montana - EUA, no início do século XX e como suas vidas são afetadas pela natureza, história, guerra e amor.

Lindo!!! Palavra que o descreve de modo perfeito. Lindo... em roteiro, visualmente, elenco e suas interpretações, música para ser lembrada sempre. Demais!!! Filme que mostra três irmãos , três destinos: Alfred (Aidan) é o mais serio e reservado, o caçula Samuel (Henry Thomas) é o protegido de todos, e o do meio Tristan (Pitt), que está deslumbrante), é o filho rebelde que aprendeu com os índios e tem um espírito aventureiro. E quando Samuel volta para o lar, trazendo a sua noiva, a bela e intrigante Susannah, os irmãos se encantam por ela e iniciam um conflito de paixões que pode terminar em tragédia para toda a família e irá mudar a vida de todos para sempre. É baseado no livro homônimo de Jim Harrison, escrito em 1979, sendo que a história acontece no estado de Montana, onde a família reside. O patriarca, um coronel aposentado (Hopkins) e seus três filhos e suas relações de conflitos,


                                                                                                   

onde podemos reconhecer uma gama enorme de dramas/sentimentos humanos: amor, amizade, honra, ciúme, ódio, dor, rancor. E recheados de aspectos históricos e políticos, mostrando uma década que antecede a Primeira Grande Guerra Mundial, até a Lei Seca, em 1930 e terminando com um breve conjunto de cenas de 1963. Também mostra a discriminação racial sofrida pelos índios neste período, pela sociedade americana local e a relação pacífica e afetuosa que a família estabelece com um casal de indígena (seus costumes e crenças respeitados), sendo que é ele quem narra a história toda. No livro o autor usa expressões da Língua Córnica, que é uma língua celta do grupo britônico, falada na Cornualha, Península do Reino Unido. Foi uma língua trazida com os ingleses durante a colonização americana. Foi extinta em 1777,


substituída pelo inglês, mas ressuscitada em 1904. No filme aparece alguns termos ocasionais desta língua, sendo que os Ludlows é uma família de emigrantes córnicos. O filme foi filmado na verdade no Canada, nas cidades de Alberta e Colúmbia Britânica. A área do porto histórico em Vancouver chamado Gastow, foi aumentada com fachadas de edifícios daquele período para as cenas de rua da cidade de Helena, Montana. O filme foi indicado ao Oscar 1994,para Melhor Som, Direção de Arte e ganhou para Melhor Fotografia, de John Toll, merecidamente, a fotografia é belíssima. Ao Globo de Ouro, teve indicações para Melhor filme, Realizador, Ator Drama (Brad Pitt) e Banda Sonora. Acredito ter sido uma injustiça não ter indicado para Música Original, a musica é liinnda, de James Homer. Só a título de curiosidade, o ator Henry Thomas, para quem não se lembrou é o ator mirim do Clássico ET, estava sumido, das telonas, mas apareceu e valeu.  Recomendo o filme, é um "épico" no seu estilo.

domingo, 1 de março de 2015

Transcendence - A revolução


Diretor: Wally Pfister
Atores: Johnny Deep, Rebbeca Hall, Paul Bettny,Cillian Murphy, Kate Mara. Cole Hanner, Morgan Freeman, Clifton Collins Jr.
Gênero: Ficção
Duração: 119 minutos
Ano: 2014


Sinopse: O Dr. Will Caster (Johnny Deep) é o mais famoso pesquisador sobre inteligência artificial da atualidade. No momento ele esta trabalhando na construção de uma máquina consciente que conjulga informações sobre todo tipo de conteúdo com a grande variedade  de emoções humanas. O fato de sempre se envolver em projetos controversos fez com que ganhasse notoriedade, mas ao mesmo tempo o torna inimigo número um dos extremistas que são contra o avanço tecnológico, e por isso mesmo tentam detê-lo a todo custo. Só que em um dia após a tentativa de assassinato, Caster convence a esposa Evelyn (Rebbeca Hall) e seu melhor amigo Max Watters (Paul Bettany) a testar seu inveto nele mesmo. A questão não é só de podem fazer isso, mas se devem dar esta passo.




Mais um filme estrelado por Deep, que poderia ser tanto um sucesso, como um fracasso (ator que normalmente se lança nas suas interpretações), e surpreendentemente ele brilha mais uma vez, na pele do cientista e professor Will Caster que propõe, juntamente com sua esposa Evelyn (Hall), que é a dona da iniciativa do projeto e seu melhor amigo Max (Bettany), um cientista com visão mais humanista, a criar uma máquina com sensibilidade e inteligência coletiva. O filme propõe uma infinidade de questionamentos, onde não há um aprofundamento nas questões, e por este motivo foi criticado de modo negativo, mas acredito que esta não era a intenção do diretor. E sim, fazer o expectador sair com mil questionamentos na cabeça ligados a ética e isto ele consegue: pode uma máquina ter autoconsciência??? Quais as consequências de se transportar uma mente (neste caso uma das mais inteligentes do mundo) para o universo online, onde o acesso é livre a todos os computadores (dados pessoaia, bancários e outros) do mundo??? O que ele poderia fazer com este poder??? Essa onipresença poderia resultar em uma nova forma de Deus, ou pelo menos o desejo de se tornar um Deus, decidindo o que seria melhor para o outro??? E ainda, poderia ser Will Caster ele mesmo, sem corpo, habitar aquele computador???
Este é o primeiro filme de Wally Pfister,  até então conhecido como fotógrafo dos longas-metragens de Christopher Nolan (aclamado pela crítica devido a famosa Trilogia Batman, onde recebeu muitos prêmios, e amplamente homenageado em outras premiações por ser de mais jovem diretor de cinema a fazer tanto sucesso. Em 2014 dirige o filme Interestelar.) que neste filme, assina a produção executiva. Tem a inda no elenco outros nomes conhecidos e que atuam muito bem, como Morgan Freeman, Kate Mara e Cillian Murphy. Curiosidade: Os dois protagonistas do filme Deep e Bettany são amigos na vida real, tanto que Betttany foi um dos convidados e padrinho no casamento de Deep com Amber Heard, em 05 de fevereiro, numa cerimônia vip, em sua ilha particular situada nas Bahamas. Recomendo!!! Filme sensível que faz com que pensemos muito em nossa escolhas e que sentimentos estão envolvidos nestas decisões. Recomendo!!!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Shakespeare, apaixonado.


Diretor: John Madden
Atores: Joseph Fiennes, Gwyneth Paltrow, Judi Dench, Imelda Stauton, Geofrey Rush, Tom Wikinson, Ben Afleck, Colin Firth, Rupert Everett.
Gênero: Comédia
Duração: 123 minutos        
 

Ano: 1998

Sinopse: William Shakespeare (Joseph Fiennes) precisa escrever uma nova peça de teatro, uma história de amor com fim trágico, mas está sofrendo um bloqueio, somente uma musa inspiradora poderá ajudá-lo. Ao se apaixonar por Lady Viola De Lessers (Gwyneth Paltrow) ele volta  ater inspiração e escreve a peça Romeu e Julieta.Na época as mulheres não podiam interpretar peças de teatro, mas Lady Viola se veste de homem para poder participar da peça de Shakespeare, mas ele acaba se apaixonando por ela,mesmo sendo noiva de Lord Wessex (Colin Firth), nobre dono de terras na Virgínia, que está a procura de dinheiro para voltar para os Estados Unidos, na corte da Rainha Elizabeth I que aprova o casamento arranjado.


Filme apaixonante de ver, com cenas tocantes, engraçadas, picantes, de tudo um pouco. Vemos dança, teatro, relações conturbadas, disputa pelo poder...Tudo compondo uma bela representação do eterno clássico, Romeu e Julieta, sendo encenado e vivido em tempo real. Muuuito bom!!! Uma grande homenagem ao teatro, mostrando que na época (o filme se passa por volta de 1593), era só composto por homens, as mulheres eram proibidas de "tal depravação". O filme tem um elenco maravilhoso, música encantadora e figurino espetacular, assinado por Sandy Powell, então não poderia deixar de ser o sucesso que foi, ganhador de vários Oscar, mito embora para ser sincera, não era o meu preferido, competiu com outros filmes de peso como Elizabeth, A vida é bela, O resgate do solado Ryan e Além da linha vermelha. Partindo da idéia de que o bardo Will deveria estar perdidamente apaixonado para escrever uma peça mostrando um amor que inspira e emociona há séculos, o roteirista  Marc Norman imaginou a situação básica da história do filme.  Várias teorias foram desenvolvidas por estudiosos e biógrafos, muitos envolvendo uma misteriosa "mulher de negro" a quem o poeta faz referência em alguns sonetos, daí surgiu a história dos amores, em paralelo, pois Will era casado e Viola era noiva, então o romance estava condenado, mas fluiu durante um período transformando o amor que sentia em palavras, fazendo surgir o incrível Romeu e Julieta, um amor impossível (a peça era para ser Romeo e Ethel, the Pirate's Daughter). O filme mostra um mundo elisabetano não muito diferente do nosso: o comércio ameaça a criatividade, políticos se envolvem




nas artes e entretenimento, vaidades influenciam comportamentos, crianças são estimuladas pela violência e mulheres fica, sem papel na sociedade. Curiosidades: O diretor acha que "o roteiro conferiu um tratamento travesso a um dos maiores dramaturgos inglês, mas de forma respeitosa, criando uma história bem humorada, irreverente, moderna e romântica. Tanto que o filme tem co-produção dos Estados Unidos e Reino Unido. O filme também trás personagens que realmente existiram,como: o ator inglês Ned Alleyn (Ben Afleck), que acabou sendo um filantropo e patrono das artes; Plilip Henslowe (Rush), antigo servente que se casou com a viúva do patrão e construiu um teatro;  Christopher Marlowe (Everett) autor de tragédias repletas de emoção, cuja morte prematura ampliou o caminho de Shakespeare e outros, mas em compensação Viola, seu noivo e Fennyman não existiram. A equipe de 115 técnicos, sob as ordens de Martin Childs, construiu em apenas oito semanas, 17 prédios, incluindo dois teatros, um prostíbulo, uma taverna, um mercado, o apartamento de Will, além de uma série de ruelas. Mas algumas locações autênticas foram utilizadas, como o Castelo de Brougthon (residência de Viola), a Hatfield (Palácio de Greenwich da Rainha), o campo onde Viola declara o seu amor por Will e o cenário da cena final. Judi Dench ganhou da Miramax a réplica do teatro The Rose, que ela pretende usar de verdade. Premiações: foi indicado ao Oscar 1998 para Melhor Diretor, Ator Coadjuvante (Rush), Edição, Som, Maquiagem, Fotografia (Richard Greatrex). Venceu nas categorias: Melhor Filme, Atriz (Paltrow), Atriz Coadjuvante (Dench), Roteiro Original, Trilha Sonora Original. No Globo de Ouro, foi indicado a Melhor Diretor, Atriz Coadjuvante (Dench), Ator Coadjuvante (Rush).Vencendo para Melhor Filme de Comédia ou Musical, Atriz (Paltrow) e Roteiro. No BAFTA,venceu em Melhor Filme, Atriz Coadjuvante, Edição, Som, Maquiagem, e Cabelo, Design de Produção e foi indicado nas categorias de Melhor Diretor, Atriz, Ator, Ator Coadjuvante, Roteiro Original, Figurino, Fotografia e Trilha Sonora. No Festival de Berlin, foi indicado ao Urso de Ouro. Não poderia deixar de comentar que neste ano, a nossa gloriosa Fernanda Montenegro foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme Central do Brasil (com um desempenho brilhante, como tudo que faz), mas infelizmente ainda não foi desta vez que trouxemos este prêmio para o Brasil, mas acredito que vamos chegar lá. Recomendo!!! Assista e comente.