sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Nasce uma estrela



Direção: Bradley Cooper
Atores: Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Eliott, Andrew Dice Clay, Rafi Gavron, Anthony Ramos, Dave Chappelle, Ron Rifkin
Gênero: Drama
Duração: 136 minutos
Ano: 2019



Sinopse: Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele pára em um bar para beber algo e é quando conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Jackson se encanta pela mulher e seu talento, decide então acolhê-la debaixo de suas asas. Ao mesmo tempo em que Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.
 
Esta é a quarta versão deste filme, as outras versões foram em 1937 (Janet Gaynor e Frederic March), 1954 (Judy Garland e James Mason), 1976 (Barbra Streisand e Kris Kristofferson; sendo que Elvis Presley foi cotado para fazer o personagem principal, John Norman Howard). Sendo que nos dois primeiros se passam nos bastidores do cinema e nos dois últimos, o pano de fundo é o mercado musical. Apesar das apresentações serem um pouco diferentes, a essência é a mesma, retrata temas universais como luto, superação, triunfo e decadência. Mas neste último ocorre um maior aprofundamento no mundo mental dos personagens, suas relações familiares e o que pode ter desencadeado os transtornos afetivos e psicológicos do personagem de Maine.


Cooper claramente apaixonado por esta história, decidiu "pagar para ver" e assumir esse risco: além de interpretar o protagonista, ele escreveu o roteiro, produziu o longa e assina a direção. E como nem sempre as famosas cantoras transitam para as telas e se dão bem, quando Lady Gaga foi escolhida para o papel, o mundo olhou com descrédito para a escolha. Mas no final,Gaga provou que a escolha foi acertada, sua Ally foi muito bem construída. A história, mesmo não sendo inédita, desta vez parece cativar mais o público, acredito que seja por mostrar os "astros" como pessoas normais, por trás dos bastidores: Maine é apresentado como um homem relativamente frágil, onde demonstra sentir sentimentos comuns como a vaidade, o ciúme, medo, competição e principalmente sendo muito influenciado pelo meio em que vive e no meio em que foi criado, um ambiente pernicioso (órfão de mãe, pai alcoólatra e irmão mais velho ausente). E também é muito suscetível a opinião do outro, demonstrando uma fragilidade emocional muito grande que o leva a melancolia e depressão. Quem nunca passou por isso em pelo menos um período em sua vida, de muita insegurança e vulnerabilidade???  Já a protagonista, Ally se apresenta mais forte, mais bem resolvida psicologicamente e se mantém firme em seus propósitos e continua com a parceria com Maine, mesmo quando é aconselhada a se afastar dele, ao contrário, continua acreditando nele, mesmo após inúmeras crises. É uma história densa e envolvente, sem dúvida!!!


Este roteiro de Cooper não propriamente baseado em uma única história real, mas é o resultado de uma narrativa que circula nos bastidores do universo dos famosos há décadas. No filme, vemos um casal passando por conflitos, movidos por sentimentos comuns a todos nós: inveja, posse, raiva, medo. Se apresentam tão reais, que não tem como não se identificar com eles, daí o enorme sucesso!!! Em relação às cancões, não poderia deixar de comentar, são lindas, né? As que Maine canta, foram compostas por Cooper e por Lukas Nelson. Já Gaga é responsável pela composição musical do longa e mais, serviu como "coach" de Cooper, que informa nas entrevistas de divulgação, que dois fatores foram fundamentais e contribuíram muito para que ele tivesse coragem de cantar no filme: muita prática (trabalhou quase que em tempo integral com Roger Love) e o talento e conhecimento musical de Gaga. Houve desde o início uma admiração mútua e respeito entre Bradley e Gaga, o que facilitou a química entre os personagens.Gaga disse no Fandango: "ele me aceitou como atriz e eu o aceitei como músico...foi emocionante para mim, vê-lo se transformar em um músico".
Curiosidades: Cooper era conhecido em papéis mais mediano como na franquia Se beber, não case e por ser a voz do Rocket Racoon, na franquia Guardiões da Galáxia. Neste filme marca sua estréia como produtor, um dos roteiristas e ainda diretor, sendo que o projeto inicial era para ter Clint Eastwood como diretor e Beyoncé como Ally, em 2011. Cooper só assumiu em 2015, mas a liberação do filme pela Warner Bros. foi no final de 2016, e em 2017 começaram as produções na Califórnia. Como as cenas onde aparece o público, foram praticamente todas filmadas no Festival de Música de Coachella, em 2017, quando Gaga atuou com destaque. E todas as canções foram gravadas ao vivo, essa teria sido a maior exigência da cantora. Para viver Maine foram cogitados nomes como Leonardo DiCáprio, Christian Bale, Tom Cruise e Will Smith, mas não houve acertos. E a grande inspiração de Jackson Maine, é o vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder, que é um nome importantíssimo no mundo musical, mas que ao ser contactado não se tornou um grande incentivador da idéia do remake, mas depois de de uma insistência acirrada de Cooper aderiu ao projeto, que o bombardeou com perguntas, para que pudesse compor o personagem, e ele contou pequenos detalhes que só músicos conhecem (questões de estéticas e trejeitos). E no filme, realmente a aparência de Jackson, seu comportamento no palco, até mesmo o tom de voz, prestam bela homenagem ao líder do Pearl Jam. Houveram participações especias no longa como Rebecca Field que interpreta Gail, enquanto o grupo Lukas Nelson & Promise of the Real aparecem como a banda de Jackson. A drag queen americana Shangela Laquifa Wadley, o ator Greg Grumberg, a cantora Halsey e ainda o ator Alec Baldwin, também fazem aparições no filme.


Cooper dedicou o filme a Elizabeth Kemp, sua mentora, que faleceu em 2017.
Tem a Fotografia assinada por Mathew Libatique. Diretoras de Elenco: Lindsay Graham e Mary Vernieo e Designer de Produção: Karen Murphy.
Indicações e Premiações: indicado ao Globo de Ouro em várias categorias: Melhor Filme em Drama, Diretor, Ator em filme Dramático, Atriz em filme Dramático e ganhou o prêmio de Melhor Canção Original por Shallow (Lady Gaga, Mark Ronson, Anthony Rossomando e Andrew Wyat). Ao BAFTA, ganhou também em Melhor Trilha Sonora Original. Ao Oscar, foi indicado a sete categorias, para Melhor: Filme, Atriz, Ator, Ator Coadjuvante, Roteiro Adaptado, Fotografia, Mixagem de Som e venceu na categoria de Canção Original. Ao Grammy, a música Shallow, venceu nas categorias de Dueto e Melhor Canção.
Recomendo!!! Amo a versão de 76, mas esta é realmente mais comovente, é um drama trágico, emocionante e real.

domingo, 4 de agosto de 2019

Gemidos de prazer


Diretor: Christopher Crowe
Atores: Annabella Sciorra, Jamey Sheridan, Anthony LaPaglia, Jill Clayburgh, Deborah Kara Unger, John Leguizano, Anthony Heald, Alan Alda
Gênero: Suspense
Duração: 103 minutos
Ano: 1992

Sinopse: Ann Hecker (Annabella Sciorra) é uma psiquiatra que está tratando, entre outros pacientes,  a bela Eve Abergray (Debora Kara Unger) e fica intrigada com as revelações que a paciente faz, das práticas amorosas que realiza com seu amante. Quando mais tarde descobre que seu novo namorado é o ex amante da paciente, percebe que está em uma situação de perigo.


Filme muito interessante, na verdade um suspense muito bem construído, mas que infelizmente a tradução escolhida no Brasil, não foi das mais felizes, na íntegra deveria ser "Sussurros na escuridão", que faria mais sentidos, pois o filme aborda o mundo interno obscuro (sentimentos e fantasias) que muitas vezes guardamos dentro de nós e que só são revelados num processo terapêutico, onde a Psiquiatra neste caso, tenta entender e ajudar estes conflitos da consciência humana e a forma como cada um consegue lidar com seus "demônios internos". O filme aborda portanto o que acontece na relação profissional: Terapeuta e Paciente. O nome do filme foi para chamar a atenção, pois no final da década de 80 e início da década de 90 estavam sendo lançados filmes mais apimentados com 9 e meia semana de amor (1986), Orquídea selvagem (1989) e Instinto selvagem (também em 1992). Mas o filme vai muito além, de uma pegada erótica. Foi bem aceito pelo público, tendo uma porcentagem de 81% de aceitação. O elenco está muito bem e afinado com o propósito, bastante convincentes.  A música foi composta por Thomas Newman.


Curiosidade: Uma versão sem cortes foi lançada em laserdisc, contendo cenas mais explícitas nas sequência de abertura e fhashback.
Recomendo! Gostei muito quando vi,  na época!

Pantera Negra



Diretor: Ryan Coogler
Atores: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o, Danai Gurira, Angela Basset,  Winston Duke, Forrest Witaker, Martin Freeman, Andy Sarkis, Daniel Kaluuya
Gênero: Aventura
Duração: 135 minutos
Ano: 2018



Sinopse: Após a morte do Rei T'Chaka (John Kani), o Príncipe T'Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as 5 tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoiam o atual governo. T'Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a Chefe da Guarda de Wakanda, da sua irmã Shuri, que coordena a área tecnológica do reino (Letitia Wrigth) e também de Nakia (Lupita Nyong'o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos eles estão à procura de Ulysses Klane (Andy Sarkis), que roubou de Wakanda um punhado de Vibranium, alguns anos atrás.

Sensacional!!! Com tudo na medida certa: roteiro, fotografia, elenco, direção, música!!! Não foi à toa, que é o primeiro filme de super-heróis a ser indicado no Prêmio de Melhor Filme no Oscar, além de outras seis categorias: Melhor Figurino, Direção de Arte, Mixagem e Edição de Som, Trilha Sonora Original e Canção Original. E enfim, pudemos conhecer Wakanda, um mundo à parte, uma potência tecnológica devido ao valioso Vibranium (o metal que na vida real não existe, é fictício claro! Mas muitos físicos do mundo todo, informam que por exemplo, o Carbeto de Tungstênio é um metal de altíssima compressão, capaz de armazenar boa parte da energia resultante das compressões e que, embora não haja um metal específico, algumas dessas propriedades podem ser imitadas, como já existe, através da engenharia de materiais, compostos cerâmicos de alta complexidade, usados em coletes à prova de balas e blindagem, que seriam mais duros do que qualquer metal). É encantadora, pois mistura o antigo, numa ancestrabilidade retratada através das roupas, danças, pinturas, "tribos", com uma modernidade fantástica. É uma surpresa inicial, como descobrir um mundo novo, até então desconhecido, rico, com personagens fortes e não só masculinos, como estamos acostumados a ver, 


as mulheres em Wakanda ocupam posição de destaque, são altamente respeitadas e valorizadas, não tendo nada a ver com a associação de "fragilidade e rosa", ao contrário, são incríveis e poderosas!!!. O filme pode ser considerado socialmente importante, para que ocorra uma identificação de muitos jovens com um super herói negro, em que os fazem pensar e imaginar, que no mundo real, pode ser assim: figuras negras fortes, de destaque e sendo admiradas por suas culturas peculiares, eliminando o ranso ainda existente, de marginalidade. Eles eram assim, antes de serem arrancados de seus mundos e feitos escravos pelos quatro cantos do planeta. O Pantera Negra, é um herói lindo e com poderes incríveis, ainda que muito próximo do real: inteligência, velocidade e sentidos apurados. Ah! Não posso deixar de enfatizar, que elenco masculino. Affff!!!! Jesus Cristinho me abana!!! Nada contra o feminino também!!! Rsrsrsrs. O filme foi gravado em Atlanta, Georgia e em Busan, na Coréia do Sul. As imagens aéreas de Wakanda, são da África do Sul, Zanábia, Uganda e pasmem, na Argentina. O pequeno país Lesoto, da África Austral (um enclave incrustado na África do Sul, montanhoso e sem mar), tornou-se inspiração para compor Wakanda, depois que Coogler o visitou, enquanto se preparava para o filme. A Fotografia linda é assinada por Rachel Morrison. 


Curiosidades: Os atores Adewale Akinnuoye-Agbase, Anthony Mackie e Djimon Hounson foram considerados para o papel de T'Challa e embora não vivido este personagem, todos os três acabaram interpretando outros personagens da Marvel: Agbage foi Algrim/Kurse em Thor: o mundo sombrio (2013), Mackie foi Sam Wilson em Capitão América: O soldado Invernal (2014) e em outras sequências, e Hounson foi Korath em Guardiões da Galáxia (2014). As lutas que aparecem no longa foram baseadas nas artes marciais africanas. Além disso, as cenas de ação dos filmes Creed: nascido para lutar (2015) e Kingsman também serviram de inspiração. O dialeto de Wakanda foi inspirado pelo dialeto real de John Kam (T'Chaka). Como ele interpreta o Rei, parecia certo que o dialeto de todos refletisse o dele. Ruth E. Carter criou mais de 1.000 figurinos para o filme. Buscando inspiração nos trajes tribais africanos tradicionais e na moda Afropunk, criando assim os figurinos num estilo Afrofuturismo. A designer de produção Hannah Berchler disse que era muito importante e também para Coogler, que a história de Wakanda estivesse representada no cenário, assim a dupla criou mais de 10.000 anos de história,pensando até mesmo nos nomes de ruas. Coogler não só na composição do elenco, fez questão de que os principais chefes de departamento fora das telas, fossem afro-americanos, mulheres ou ambos.


Cada penteado do filme foi feito à mão, pela cabelereira Camille Friend e sua equipe. A atriz e dramaturga Danai Gurira, conhecida por interpretar a General Okoye nos filmes Pantera Negra e Vingadores: Guerra Infinita e ainda Michonne em The walking dead, é Embaixadora da ONU Mulheres, desde setembro de 2018, com o intuito de dar apoio e viabilidade a luta a favor da igualdade de direitos entre homens e mulheres. Ludwing foi contratado para compor a Trilha Sonora do filme em abril/17. Logo após, viajou para o Senegal e a África do Sul, para gravar com músicos locais para formar a "base" de sua trilha sonora. E Kendrick Lamar produziu a Trilha Sonora curada do filme, intitulada Black Panther: The Album, juntamente com o fundador da Top Dawg Entertainment, Anthony Tiffith. Coogler escolheu Lamar para o projeto porque seus temas artísticos se alinham com aqueles que seriam explorados no filme. Uma sequência está em desenvolvimento com Coogler voltando a escrever e dirigir. Roteiristas: Ryan Coogler e Joe Robert Cole e como Produtores: Kevin Feige, Louis D'Esposito, Victoria Alonso e Stan Lee.


Indicações e Premiações: foi indicado a sete categorias ao Oscar 2019, inclusive de Melhor Filme, mas só ganhou para três: Melhor Figurino, Trilha Sonora e Melhor Design de Produção. Ao Globo de Ouro recebeu indicações de Melhor Filme Drama, Trilha Original e Trilha para Filmes.. Teve duas vitórias no Screen Actor Guilt, para Melhor Filme e Melhor Elenco. Ao Critc's Choice Movie Awards teve doze indicações, para Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Michael B. Jordan), Elenco, Fotografia, Designer de Produção, Roteiro Adaptado, Figurino, Cabelo e Maquiagem, Efeitos Visuais, Filme de Ação, Canção Original e Trilha Sonora, vencendo em três, para Designer de Produção, Figurino e Efeitos Visuais.   
Recomendadíssimo!!! Imperdível no seu gênero!!!

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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Higlander




Diretor: Russell Mulcahy
Atores: Christopher Lambert, Sean Connery, Clancy Brown, Roxanne Hart, Beatie Edney, James Cosmo
Gênero: Aventura
Duração: 116 minutos


Ano: 1986

Sinopse: O místico Russell Nash (Christopher Lambert) mata um homem durante uma luta de espadas em um estacionamento de Nova York, mas deixa um pedaço de arma antiga alojado em uma pilastra. A especialista em perícia forense Branda Wyatt (Roxanne Hart) encontra a peça misteriosa, e ao de seu parceiro, embarca em uma investigação perigosa sobre uma luta secular enter imortais poderosos.

Mais um filme que me encantou na época, há muitos anos atrás. Fiquei curiosa com o tema da imortalidade. E enlouquecida pelas músicas da Banda Queen, o filme se passa em duas épocas: a atual, no ano de 1986, e a do tempo em que o guerreiro escocês Connor MacLeod se tornou imortal, a partir de 1536. Ele é ferido mortalmente por Kurgan em uma batalha e misteriosamente ressuscita. Seus amigos e parentes (Clã MacLeod) passam a vê-lo como feiticeiro e o expulsam da vila onde ele nasceu.  O filme retrata a eterna luta entre o bem e o mal, onde poderosos imortais lutam para obter um prêmio que é a capacidade de ler pensamentos dos outros mesmo à distância e com isso influenciar os líderes mundiais. A Banda Queen foi chamada para colaborar na Trilha Sonora, com seis canções originais e mais tarde foram incluídas no álbum A Kind of magic, além de ser incluída no filme, Hammer to fall, do álbum anterior. A música Who wants to live forever, é uma daquelas canções que marcam, que fica para sempre em nossas memórias, linda demais!!! O filme aborda também a solidão, como não podem ter filhos e são imortais, vão perdendo as pessoas que amam, no caso de MacLeod, ele vive quatro séculos e meio e em meados dos anos 80 é que Connor irá reencontrar Victor Kavegan (Kurgan) em Nova York, com quem irá duelar pelo prêmio. Bem, não posso deixar de falar que a parte técnica deixa a desejar, com uma edição não muito boa, que mesmo para a época poderia ser melhor. E quando se compara com a de hoje, nem se fala (complicado). Mas também tem cenas lindas, bombásticas: com efeitos especiais (raios) e as magníficas paisagens da Escócia. Mas o conjunto todo no final, é muito bom!!! Marcante.



A história é de Gregory Widen e o roteiro foi assinado pelo próprio Gragory Widen, Peter Bellwood e Larry Ferguson. Fotografia Gerry Fischer.
Curiosidades: O conceito do filme se originou de uma visita de Widen à Escócia. Ao ver uma armadura, imaginou como seria se o guerreiro desta ainda estivesse vivo. Assim surgiram os Imortais, que lutam entre si. As filmagens ocorreram em Nova York, na Escócia e em Londres. Todas as cenas com Sean Conery foram filmadas em uma semana devido a agenda apertada do ator na época. O ator Clancy Brown que faz o Kurgan está muito bem como vilão e sua voz é linda e poderosa, tanto é que se tornou dublador e faz trabalhos até hoje, como o Sr Siriguejo, do Desenho Bob Esponja Calça Quadrada.

O filme teve outras 3 sequências Higlander II, a Ressureição em 1991; Higlander III, O Feiticeiro, em 1994 e Higlander IV, A Batalha Final, em 2000. Mas nemhum deles tão emocionante como o primeiro. Também baseados no mesmo conceito dos filme, foram criadas duas séries para a televisão: Higlander (1992 - 1998) e Higlander, The Haven (1998) e até foi criado um desenho animado.
A música tema Who wants to live forever, foi escrita em 1986 pelo guitarrista Brian May, como parte da trilha sonora, sendo que a compôs ao voltar para casa, após assistir a uma versão inacabada do filme. Pelo jeito estava inspirado, não é? Fez uma obra prima, que ficou para a imortalidade!!!
Recomendo!!! Assista e comente. 



sexta-feira, 21 de junho de 2019

Roma



Diretor: Alfonso Cuarón
Atores: Yalitza Aparicio, Marina Tavira, Fernando Grediaca, José Antônio Guerreiro, Marco Gref, Daniela Demesa,  Enoc Leãno, Daniel Valtierra, Nancy Garcia, Verônica Garcia, Carlos Peralta
Gênero: Drama
Duração: 135 minutos
Ano: 2019 



Sinopse: Cidade do México, 1970. A rotina de uma família de classe média é controlada de maneira atenciosa por uma mulher (Yalitza Aparicio), como babá e empregada doméstica. Durante um ano, diversos acontecimentos inesperados começam a afetar a vida de todos os moradores da casa,dando origem a uma série de mudanças coletivas e individuais.

Filme perfeito!!! Delicado, sincero e comovente. Cuarón fez um trabalho primoroso, brindando a todos nós com este projeto pessoal, inspirado em sua infância no Bairro de Roma (Distrito localizado em Cuahtémoc), na Cidade do México. É uma zona em que a classe alta mexicana se estabeleceu na primeira década do século XX, e onde existe até hoje, suntuosas mansões e palacetes de inspiração européia.  Filmado em preto e branco para chamar ainda mais a nossa atenção, foco nas relações e não no colorido das paisagens e figurino. Mostra dramas reais, trás seres humanos com uma gama de emoções ao mesmo tempo simples/puras, mas não menos complexos e com uma profundidade impactante: inúmeras relações de amor (um verdadeiro arco-íris), desde as mais sensoriais até as mais nobres e altruístas, e sem a pretensão de agradar a qualquer ideal romântico, pois mostra relações que não dão certo, mas que a vida induz a seguir em frente, é preciso seguir em frente, sempre. (Isso é viver, exercitar a nossa capacidade de lidar com a frustrações e superá-las).  Simplesmente Lindo!!! E ainda mostra, como pano de fundo, os conflitos político-sociais que o México passava, na década de 70 (início do governo de Luis Echeverria). Estreou no Festival Internacional de Cinema de Veneza em 30/08/18, onde recebeu o Leão de Ouro. 



A obra recebeu aclamação da crítica, sendo descrita com "dolorosamente bela" e "atraente", e foi escolhida pelo National Board of Review como uma das 10 melhores filmagens do ano. Ao passo que a Revista Time e o Sindicato New York Film Critics Circle, elegeram-na, na primeira posição em suas publicações. No Brasil, o crítico Lucas Salgado diz: "filme inteligente, envolvente, impactante , e acima de tudo instigante. É um filme que vai ficar em sua cabeça por bastante tempo. É cinema em seu estado puro e simples". Cuarón nesta obra escreveu, dirigiu co-editou e cinematografou, mas para produzir teve o apoio de Gabriela Rodrigues e Nicolás Celis.  



Curiosidades: em 03/11/2016, ocorreu um incidente no set de filmagens. De acordo com o Estúdio, pessoas se machucaram, foram hospitalizadas, celulares e jóias foram roubadas: a equipe de preparação estava na cidade para organizar a sessão de filmagens,quando um grupo atacou os membros desta equipe, mesmo havendo a permissão prévia para se filmar neste local, mas parece que houveram divergências e infelizmente ocorreu uma briga, que resultou neste incidente. 
Cuarón dedica o filme a !Libo!, que é como a família chamam Liboria Rodriguez, uma mulher de origem indígena que começou a trabalhar com eles quando o diretor tinha só 09 meses e cuja história de vida serve de base para a história. Rodriguez, que veio de uma aldeia de Tepelmere no Estado de Oaxaca, cuidou desde então das crianças da família de Cuarón,como muitas empregadas domésticas que tiveram um papel central na vida dos filhos de muitas famílias da América Latina.
Em abril de 2018, a Netflix adquiriu os diretos de distribuição do filme, que pode ser visto por muitos, antes dos famosos festivais e entrega de prêmios. O que acabou fazendo surgir muitas polêmicas ao redor do filme, principalmente depois que angariou vários prêmios, roubando a cena, diante de muitos outros filmes. O grande diretor Steven Spielberg se mostra literalmente contra, o fato de que filmes que façam parte de Empresas Streaming, devam concorrer ao Emmy (Filmes e Séries para TV) e não a outras premiações, que fiquem sem elegibilidade, argumentando que a Netflix, por exemplo, recusa-se a divulgar dados sobre a audiência e bilheterias e que por isso a competição ficaria desigual entre os filmes que concorrem a premiações. Ele então propões mudanças nas regras para as nomeações ao Oscar e deve ter levado esta opiniões para a reunião com os dirigentes da Academia, realizada em abril/19.


Indicações e Premiações: Ao Globo de Ouro 19, foi indicado a Melhor Roteiro, Diretor e Filme Estrangeiro e venceu nos dois últimos. Para o Oscar foi indicado a 10 categorias, para Melhor Filme, Atriz (Yalitza Aparicio), Atriz Coadjuvante (Marina Tavira), Roteiro Original, Direção de Arte, Edição e Mixagem de Som e vencedor nas categorias de Melhor Diretor, Fotografia e Filme Estrangeiro. Ao BAFTA foi indicado a Melhor Roteiro Original, Edição e Direção de Arte e venceu nas categorias de Melhor Filme, Diretor, Fotografia e Filme Estrangeiro. Ao Festival Goya (Espanha) vencedor na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano.
De um modo geral, os prêmios ganhos,  surpreenderam a muitos!!! São os latinos invadindo e arrebanhando os melhores prêmios em detrimentos aos "nativos americanos". Segundo ano, em 2017 foi a vez do Guilhermo Del Toro, por A forma da água. Show demais!!!
Recomendadíssimo!!! Um primor no detalhes!!!




domingo, 9 de junho de 2019

Amor à segunda vista



Diretor: Marc Lawrence
Atores: Hugh Grant, Sandra Bullock, Alicia Witt, Dona Ivey, Robert Klein, Nora James, Mike Piazza
Gênero: Comédia
Duração: 101 minutos
Ano: 2002



Sinopse: A dedicada advogada Lucy Kelson (Sandra Bullock), vai trabalhar para o bilionário George Wade (Hugh Grant) como parte de um acordo para preservar  um Centro Comunitário (Coney Island) que tem a ver com suas memórias. Muito indeciso, George fica dependente da orientação de Lucy para tudo, desde assuntos jurídicos até que roupa irá usar. Irritada Lucy pede as contas, começa a cumprir o aviso prévio e contrata June Carter (Alicia Witt) como sua substituta. Quando seus últimos dias na empresa começam a se aproximar, Lucy fica com ciúmes de June e tem dúvidas se deve deixar George.



Mais uma comédia romântica deliciosa para ver e rever muitas vezes. Vi no cinema e fiquei encantada, mesmo embora pareça um conto de fadas, é muito bom ver este conflito de sentimento e esta gama de emoções mostradas de maneira cômica e ao mesmo tempo charmosa. Divertidíssimo!!! A história não é inédita, claro, muito pelo contrário, mas acredito que agrade porque trás um conteúdo antigo, um desejo inconsciente que temos de vencer todas as barreiras sociais e políticas para viver um grande amor. Quem nunca desejou isso??? Bem, neste caso, o filme não é nem politicamente correto: o poder do dinheiro deslumbrando e conseguindo o que seu objetivo final de ganância e poder, onde se desdenha de movimentos de protesto: a personagem de Lucy passa de uma militante de uma boa causa (ainda que as cenas iniciais do filme são meio ridículas), para ser a advogada que ganha um bom salário, da mesma empresa que estava se mostrando ferrenhamente contra. Mas enfim, nos faz pensar que muitas vezes os meios justificam os fins, e que os opostos se atraem não por uma causa banal, mas por um mecanismo muito mais profundo, que é do crescimento mútuo, onde a possibilidade de trocas e pode levar a uma evolução dos dois lados; e que perfeccionismo e extrema prontidão, não faz bem para nenhum tipo de relação afetiva. A parceria dos dois convence, Sandra como sempre, muito competente no que faz e Grant, fazendo bem o que sempre fez também, o personagem imaturo emocionalmente. O filme estreou bem nos EUA, ficou com o segundo lugar nas bilheterias, só ficando atrás do tão esperado Senhor dos Anéis, as Torres Gêmeas. Tem cenas muito engraçadas, uma fotografia linda assinada por Laszló Koács, onde é mostrado uma Nova York, talvez não vista em nenhum outro filme. principalmente a que culmina num passeio aéreo maravilhoso (adoro a cena em que o personagem de Grant, George diz que vai providenciar um transporte para eles, já que ficaram presos num mega engarrafamento, e quando se menos espera, aparece um helicóptero, como o mero "transporte" para eles, show demais! Meu melhor, querido e único amigo "gaytero" Allan, depois que saímos do cinema, também providenciou um transporte para voltarmos para casa, não foi como mo filme, mas demos boas risadas com a referência!!! Saudades eternas de você!!! A edição é de Susan E. Morse e a música é de John Powell. Outro fato bacana demais são as fotos reais dos atores principais em fase de infância, mostradas no filme, em porta retratos.


O filme teve indicação ao Teen Choice Awards a Melhor Atriz em Comédia e a Melhor Filme em Ataque de nervos.
Curiosidades: o diretor Marc Lawrence também é o roteirista. E este filme foi a primeira de uma parceria entre o diretor e o ator Hugh Grant, os outros foram em Letra e música (2007) e Cadê os Morgans? (2009). Filmando mesmo na Big Apple: a intenção original dos produtores era rodar o filme no Canadá, para baratear os custos, mas Sandra Bullock, que também é uma das produtoras, foi quem definiu que as filmagens ocorreriam mesmo em Nova York, argumentando que não se pode fazer um filme sobre Nova York e se filmar em outra cidade.
Recomendo!!!     

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Bohemian Raphsody


Direção: Bryan Singer e Dexter Fletcher
Atores: Rami Malek, Gwilym Lee, Lucy Boyton, Ben Hardy, Joseph Mazzello, Tom Hollander, Aidan Gillen Allen Leech, Mike Meyers, Aaron McCusker.
Gênero: Biografia
Duração:134 minutos
Ano: 2018


Sinopse: Freddy Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brain May (Gwilym Lee), Roger Taylor (Ben Hard) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formarem a Banda Queen, durante a década de 70. Porém quando estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair de controle, a Banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.

Espetacular este recorte (quase documentário) da vida do inesquecível e lendário Freddy Mercury e da Banda britânica Queen. O filme mostra alguns "detalhes" por trás dos bastidores da Banda: sua formação, como compuseram as músicas mais famosas, as gravações dos discos e parte de suas vidas. É ambientado na Inglaterra, na década de 1970 até 1985, da formação da Banda até sua apresentação no Live Aid no Estádio de Wembley, um enorme Concerto Beneficente, organizado por Bob Geldof para arrecadar fundos a serem doados a Etiópia, em 13 de julho de 1985. É um filme histórico, que faz jus ao legado deixado por Mercury, emociona e envolve o expectador em cada cena mostrada, algumas arrepiam! A ênfase do filme é na sua trajetória brilhante: era cantor, músico, compositor, pianista e tinha um domínio de palco admirável, um verdadeiro Showman!!! E sua personalidade complexa e extravagante.  A escolha do ator, para interpretá-lo, não poderia ter sido melhor. Como ele mesmo disse na entrega da premiação do Oscar, que não foi a primeira escolha, mas o escolheram e acertaram, pois fez um trabalho primoroso!!!. Era o meu candidato favorito ao Oscar de Melhor Ator. Acho que minha torcida valeu, ele merecidamente ganhou!!! Malek se "entregou ao personagem, tornou-se o Freddy Mercury", fez uma atuação excepcional. Sucesso de público e crítica, acabou se tornando a sexta maior bilheteria dos EUA em 2018. Apesar de ter passado por problemas de direção: iniciou com o Diretor Stephen Frears, que foi demitido logo após a saída do também escolhido inicialmente para fazer o personagem principal, Sacha Baron Cohen, que não ficou por ter tido "diferenças criativas" com os outros integrantes da Banda. O segundo diretor contratado foi Bryan Singer (Diretor do filme X men), mas acabou tendo problemas também, dizem que ele começou a atrasar compromissos e a nutrir desavenças com a equipe e por isso também foi demitido pela Fox. Daí quem foi convidado para concluir as filmagens e o pós produção foi o Diretor Dexter Fletcher. No longa , algumas canções são efetivamente gravações feitas por Mercury e outras são cantadas por Marc Martel (cantor Gospel canadense que já era cover de Mercury e teve entre 2012 e 2015 a Banda Queen Extravaganza, que fazia um tributo ao conjunto inglês). Malek para se aproximar de seu personagem, fez uma série de aulas de canto e piano, mas apesar de parecer, ele não canta no filme. Em termos de experiência física, para se assemelhar mais ainda ao personagem, foram necessárias a colocação de uma prótese dentária feita de acrílico (que posteriormente ficou de presente para o ator) para ficar com a dentição parecida e uma correção no nariz. O início das filmagens iniciou em Londres em Setembro de 2017 e foi terminada em Janeiro de 2018 e lançado em Outubro do mesmo ano. Ainda que não estivessem concorrendo ao Prêmio de Melhor Canção Original, a Banda Queen foi convidada a fazer a abertura do Oscar 2019, cantando sucessos antigos como We will rock you e We are the Champions e foi realmente um show! Como nos velhos tempos, mas na voz do afinadíssimo e liiiindo Adam Lambert, numa performance de emocionar!



Curiosidades: Os próprios integrantes da Banda Brian May e Roger Taylor, foram os consultores criativos do filme. Após 20 anos, depois da morte de Mercury (novembro de 1991, de Pneumonia agravada pela Aids), mais precisamente em 2011 a Banda volta a se apresentar tendo a presença de Adam que foi especialmente convidado por eles após uma apresentação em que tocam juntos, na final da 8ª Temporada do Programa American Idol, onde Adam havia chegado a final junto com o cantor Kris Allen. Os dois foram acompanhados pela Banda para cantar o clássico We are the Champions. Allen levou a melhor, mas não durou muito tempo para o Queen entrar em contato com ele e fizesse o convite para que cantasse com eles. E a parceria tem feito o maior sucesso, já cantaram até aqui no Brasil, na edição do Rock in Rio 2015.
Um outro ator que foi convidado a representar o personagem de Mercury foi o ator britânico Ben Whishaw (O perfume), que também acabou não dando certo sua contratação.
Uma das críticas ao filme mais contundente é sobre quando Mercury comunicou ao mundo sua doença. De acordo com Jim Hutton, seu namorado por seis anos, o cantor descobriu que era portador do vírus HIV em 1987 e só anunciou oficialmente em 23 de novembro de 1991, um dia antes de sua morte. E não em 1985, como foi abordado no filme.
Assim como Freddy Mercury (Farrokh Bulsara) que era britânico de ascendência Parse, o próprio Rami Malek, também é americano mas descendente de pais egípcios.
Em uma das cenas do filme, onde Mercury assiste pela televisão as imagens do Show de maior público da Banda Queen, as cenas mostradas são as imagens reais do Rock in Rio de 1985, onde ele diz que ficou assombrado com a receptividade e tantas pessoas cantando a música deles. Realmente foi lindo!!! E ele diz durante Beautifull, quando estavam cantando Love of my life, como se fossem um gigantesco coral. De arrepiar mesmo!!!


Indicações e Premiações: Foi premiado ao Globo de Ouro para Melhor Filem Dramático e Melhor Ator em Drama (Remi Malek), também teve indicação para Melhor Som. Ao BAFTA foi indicado para Melhor Filme, Fotografia (Newton Thomas Gigel), Figurino (Julian Day), Som e Maquiagem e Caracterização (Mark Coullier e Jan Sewell). Ao Oscar teve cinco indicações, para Melhor Filme, Ator, Montagem, Mixagem e Edição de Som. Só não ganhou para Melhor Filme.
Filme super recomendado! Para quem gosta desta Banda então, imperdível!!!