sábado, 31 de agosto de 2013

Do que as mulheres gostam


Direção: Nancy Meyers
Atores: Mel Gibson, Helen Hunt, Marisa Tomei, Alan Alda, Lauren Holly, Beth Midler, Ashley Johnson
Gênero: Comédia
Duração: 120 minutos
Ano: 2.000                                                    

Sinopse: Após sobreviver a um grave acidente, Nick Marshall (Mel Gibson), um executivo machista que trabalha em Chicago. Misteriosamente passa a ter um dom de ler os pensamentos das mulheres. Inicialmente ele usa este novo poder para agradar sua chefe, Darcy Maguire (Helen Hunt), mas aos poucos começa a conhecer a intimidade das mulheres e começa a mudar seu estilo de vida.


Comédia sensacional, com cenas engraçadíssimas do meu ator preferido: Mel Gibson, adoro o seu jeito irônico de ser e suas caras e bocas, abrir de olhos (diga-se: dos seus lindos e expressivos olhos azuis), sua voz profunda, bem para mim só falta conhecer o seu cheiro, adoraria saber que perfume usa. Ele para mim é um ator completo, faz todo gênero de personagem e neste então, ele estava em uma de suas atuações mais inspiradas, solta-se no filme, é possível perceber que está se divertindo a valer nas filmagens. Bem voltando a filme: é muito gostoso de ver, damos boas risadas, tem umas pitadas de drama e romance. O personagem de Gibson é um publicitário egocêntrico e racional, que se acha o máximo e despreza as pessoas mais emocionais. Após sofrer um acidente, tem a inédita surpresa de saber o que as mulheres pensam e sentem e tudo isso acaba sendo uma grande lição de vida para ele, que também descobre não ter o significado que pensava para sua parceiras. A atriz Helen Hunt está ótima, ela estava na fase (na época) de ser a queridinha de Hollywood, fez vários filmes nesta temporada, como Melhor é impossível, com Jack Nicholson.
Algumas curiosidades: Mel Gibson depilou suas pernas durante as gravações do filme. Na cena em que Nick cai na banheira, é possível ver um poster sueco com a frase "harligt efter rakning", que significa "maravilhoso após a depilação".
Indicações: O filme foi indicado ao Globo de Ouro 2001, na categoria de Melhor Ator Comédia/Musical, para Mel Gibson.
Recomendo!!! Hilário!!!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Augustine



Diretora: Alice Winocour
Atores: Vincent Lindon, Stéphine Sokolinski, Chiara Mastroianni, Roxane Duran, Olivier Rabourdin, Shopie Cattani
Gênero: Biografia
Origem: França
                             

Duração: 102 minutos
Ano: 2.013

Sinopse: Inverno de 1.885, Paris. O professor Jean-Martin Charcot (Vincent Lindon), do Hospital Pitié-Salpêtriere, está estudando uma doença misteriosa, a Histeria, que atinge apenas mulheres. Devido à pouca informação sobre a doença e suas características peculiares, os ataques de Histeria por vezes, são confundidos com  possessões demoníacas, o que faz com que Charcot tenha que provar a seriedade de sua pesquisa. Um dia, chega ao hospital a jovem Augustine (Soko), de apenas 19 anos, que teve um ataque durante o trabalho. Logo ela se torna objeto de estudo de Charcot, que passa a dedicar um bom tempo à garota. Augustine acredita que Charcot possa curá-la a aos poucos, desenvolve uma relação especial com o médico.



Filme excelente que retrata a época do final do Século XIX com perfeição, com seus tons sóbrios e ao mesmo tempo com explosões de cores, tão bem colocadas pelo fotógrafo Georges Lechaptois. Mostra como os médicos (praticamente todos neurologistas) tratavam as pacientes: com toda seriedade que a medicina permitia na situação (de modo sistemático e científico, através do método da observação e da hipnose) e um dos males da época: a Histeria que é "uma neurose complexa caracterizada pela instabilidade emocional, com perda do autocontrole devido a um pânico extremo". A Histeria era muito frequente nas mulheres e estava ligada a um contexto sexual, mas nada mais era que um reflexo de toda uma repressão feminina na sociedade (mulher não tinha acesso a conhecimento acadêmico, então toda sua "atividade" era mental: fantasias,desejos e sonhos que não conseguia concretizar), a mente então encontrava uma forma de evidenciar esta repressão, canalizando toda energia para o lado físico, aparecendo assim as paralisias significativas, cegueiras e outros sintomas clínicos. Filme muito interessante de ver, elucidando claramente a prática da medicina no passado, comprovando a teoria, que inicialmente só havia nas cabeças dos estudiosos. Gostei muito!!! No filme Charcot (1.825-1.893) é mostrado com o desbravador da neurociência e mestre de muitos discípulos (principalmente de Freud, que vem logo depois, aprofundando a questão ainda mais, acerca das patologias de fundo nervoso/emocional) que faz uma colocação muito importante com sua descoberta científica: que provavelmente no passado muitas mulheres foram condenadas a queimarem nas fogueiras, consideradas bruxas. Curiosidades: é o primeiro filme longa-metragem da diretora Alice Winocour, que também foi responsável pelo roteiro. Foi estreante também no Festival de Cannes, pois só havia apresentado lá, o curta Kitchen (2.004). O filme foi baseado na vida real de uma das pacientes, que ficou mais conhecida de Charcot, Louize Augustine Gleizers. Para garantir a autenticidade do filme, foram utilizadas verdadeiras doentes como figurantes. O personagem de Charcot, era para ser interpretado pelo ator Benoit Poelvoorde. O filme teve indicação em 2.012, no Festival de Cannes, para Câmera de Ouro Alice Winocour e ao César de 2.013, para Melhor Filme de Estréia - Alice Winocour e Melhor Figurino - Pascaline Clavanne. Assista e comente.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Tempo de despertar


 Diretor: Penny Marshall
Atores: Robin Williams, Robert De Niro, Penélope Ann Miller, Julie Kauner, Max Von Sydow, John Heard, Alice Drummond
Gênero: Drama
Duração: 121 minutos
Ano: 1.990                                                    

Sinopse: Williams interpreta o Dr. Malcolm Sayer, um tímido médico pesquisador que usa uma droga experimental para "despertar" as vítimas catatônicas de uma rara doença. De Niro co-estréia como Leonard, o primeiro paciente a receber o controvertido tratamento. Seu despertar, cheio de alegria e entusiasmo, determina também um renascimento para Sayer, com o paciente descobrindo as coisas simples da vida - em indizível doçura - e revelando-as ao introvertido doutor. Encorajado pela recuperação impressionante de Leonard, Sayer administra a droga para outros pacientes. A história de sua amizade durante esta emocionante jornada é um testamento da ternura do coração e a força da alma humana. Ao abrir os olhos de um homem para o mundo...ele abriu os seus próprios.


Filme comovente, os atores Robin Williams e Robert De Niro se superaram, estão simplesmente perfeitos como médico e paciente. é uma história linda, de respeito a vida, exemplo de dedicação e esforço de um médico e sua equipe, para curar ou pelo menos propiciar um mínimo de dignidade aos seus pacientes. Brilhante!!! O filme tem cenas tocantes, que vai fundo ao coração, onde podemos perceber que através de pequenos gestos, como podemos mudar a vida das pessoas e para sempre..."Ao ajudamos o nosso próximo, estamos ajudando na verdade, a nós mesmos". O livro no qual o roteiro do filme foi baseado é quase uma autobiografia de Oliver Sacks, que no filme seria o personagem de Malcolm Sayer. Ainda antes do início das filmagens, os atores De Niro e Williams assistiram a vários vídeos dos pacientes de Oliver, bem como visitaram diversas vezes o hospital onde Oliver trabalhava, com o objetivo de observar os pacientes. Roteiro escrito por Steven Zaillian. Fotografia assinada por Miroslav Ondricek e Trilha Sonora de Randy Newman, que lhe rendeu uma indicação ao Grammy de 1.992, indicada na categoria de Melhor Composição Instrumental Escrita para Cinema e Televisão. O filme recebeu 3 indicações para o Oscar 1.991, de Melhor Filme, Ator (De Niro) e Roteiro Adaptado. Ao Globo de Ouro, recebeu indicação de Melhor Ator Drama (Robin Williams). Na Academia Japonesa de Cinema, foi indicado como Melhor Filme Estrangeiro e na premiação do NYFCC, venceu na categoria de Melhor Ator (De Niro). Na época li em uma reportagem, que a interpretação de De Niro foi tão surpreendente, que os comentários era de que parecia que ele havia "pego a doença" se fosse possível. Recomendadíssimo, você vai se emocionar... Comente depois. 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O homem de aço


Diretor: Zack Snyder
Atores: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon, Diane Lane, Russell Crowe, Kevin Costner, Angie Traue, Harry J. Lennix, Richard Schiff, Laurence Fishburner, Ayelet Zurer
Gênero: Aventura
Duração: 143 munitos
Ano: 2.013                                           


Sinopse: Nascido em Kripton, o peque no Kal-El viveu pouco tempo em seu planeta natal. Percebendo que o planeta estava prestes a entrar em colapso, seu pai (Russell Crowe), o envia ainda bebê em uma nave espacial, rumo ao planeta Terra, e manda com ele importantes informações do seu povo. Contrariado com tal atitude o General Zod  (Michael Shannon) tenta impedir a iniciativa e acaba preso. Já em seu lar, a criança foi criada por Jonathan (Kevin Costner) e Martha Kent (Diane Lane) que passaram a chamá-lo de Clark. O tempo passa, seus poderes vão aparecendo e se tornando, de certa forma, um problema porque isso evidencia que ele não é um ser humano. Já adulto, Clark (Henry Cavill) se vê obrigado a buscar um certo isolamento, por não conseguir resistir aos salvamentos das pessoas e sempre precisa sumir do mapa para não criar problemas para seus pais. Mas o terrível Zod conseguiu se libertar e descobriu seu paradeiro. Agora a humanidade corre perigo e talvez tenha chegado a hora das pessoas conhecerem aquele que passarão a chamar de Super-homem.



      Filme repaginado do meu eterno herói, a primeira vez que vi o Christopher Reeve no cinema em 1.978, quase tive uma síncope, tive a nítida sensação de que a sétima arte havia tornado o meu Príncipe Encantado dos sonhos em realidade, em carne e osso, como diz o ditado popular, foi um tremendo choque!!! Foi paixão a primeira vista. Reeve deu vida ao herói, nesta versão atual, o espetacular Henry Cavill (que lembra e muito Reeve, não fica atrás, é de tirar o fôlego, é 1,86 metro de pura beleza, como disse a atriz Amy em uma entrevista: "demora um tempo para se acostumar", imagine???). O roteiro é como se fosse uma junção dos dois primeiros filmes (1.978 e 1.980), que fizeram um sucesso estrondoso na época. Relata a origem do homem de aço, o seu crescimento em nosso planeta e o desenvolvimento do seu caráter, seu conflito de usar ou não os seus superpoderes e principalmente de como usá-los, para o bem ou para o mal? Tomar partido da Terra ou Kripton? Adorei o filme, muito bem produzido e para a geração que não conhece a famosa história em quadrinhos, o personagem Super homem é muito bem apresentado, completo. Com exceção de muita luta e destruição demasiada, o filme é perfeito!!! Curiosidades: Um dos produtores do filme é Christopher Nolan que também já fez parceria com Hans Zimmer, responsável pela trilha sonora, na trilogia do Batman. Para o papel de pai de Clark adotivo, foram cotados os atores: Dennis Quaid, Bruce Greenwood, Michael Biehn, Kurt Russell, que acabou ficando com Costner. Para a mãe Martha Kent, as atrizes cogitadas foram: Julianne Moore, Lisa Rinna, Jodie Foster, Bridget Fonda e Elizabeth Shuan, mas Diane Lane foi a escolhida. Quanto ao General Zod, os nomes pensados foram de: Viggo Mortensen, e Daniel Day-Lewis. A atriz Amanda Seyfried chegou a fazer teste para o filme, mas desistiu de trabalhar na produção. A escolhida foi Amy, que já tinha uma relação com esse trabalho com super-heróis, interpretou a Jodi Melville no seriado para TV, Smallville. E para interpretar o novo Superman (uma vez que o último não emplacou, representado pelo ator Brandon Routh - 2.006), sendo até irônico é que na época ele chegou a fazer o teste, mas o acharam muito imaturo para o personagem, agora ao contrário, está no ponto!!!, Henry Cavill superou uma lista de candidatos que incluia: Arnie Hammer, Matt Bomer, Joe Manganiello e Zac Efron. Henry ficou com o papel e passou a ser o primeiro ator não americano a vestir a capa do Superman, ele é britânico (em uma reportagem informa que tinha profunda admiração por Russell Crowe, que é neo-zeolandês, chegando a conhecê-lo ainda quando era um adolescente e que teve uma grande surpresa pois teve a oportunidade de trabalhar com seu ídolo neste filme). Apesar do diretor desejar manter o uniforme tradicional do herói, houve uma mudança significativa, ficando mais moderna. Também filmou em 2D para ficar mais intimista/realista, além de gravar muitas cenas com a câmera nas costas. A conversão 3D foi realizada na pós-produção. Neste ano de lançamento do Homem de aço, 2.013, é o 75º aniversário da criação do personagem Superman e é o primeiro filme que não leva o nome do herói em seu título. Recomendo, é uma superprodução. Lindo!!!Veja e comente, está nos cinemas.

domingo, 21 de julho de 2013

Entrevista com o vampiro



Diretor: Neil Jordan
Atores: Tom Cruise, Brad Pitt, Antônio Banderas, Stephen Rea, Christian Slater, Kirsten Dunst
Gênero: Suspense
Duração: 122 minutos                      
Ano:  1.994

Sinopse:  É noite em São Francisco. Após 200 anos de uma vida sem fim, Louis de Ponte de Lac (Brad Pitt), decide contar toda sua história a um jovem repórter (Christian Slater). Uma história de desejo, terror e êxtase...O conto sombrio do vampiro Lestat (Tom Cruise), a chance de experimentar o poder da eternidade. Lestat...imortal...senhor da noite...o mais atraente e perigoso de todos os vampiros...capaz de saborear os prazeres da noite em busca de novas vítimas para sustentar sua sobrevivência. Atormentado por sua vida sem significado, Louis parte para o mundo, a procura de vampiros como ele, e não como Lestat. Encontra apenas violência e destruição, ao lado da pequena Claúdia (Kirsten Dunst) e do enigmático Armand (Antônio Banderas).



Adoro este filme, baseado no livro de Anne Rice, que mostra um vampiro com sentimentos bastante incomuns para sua espécie, Louis (o belíssimo Brad Pitt - não tão conhecido ainda, que rouba a cena do famoso e um dos mais bem pagos atores de Hollywood, Tom Cruise (Lestat), transformado no século XVIII, não se conforma de que para viver sua vida imortal, é necessário fazer vítimas humanas, sofre profundamente com esta condição tão insignificante para os outros. É possível sentir ao longo do filme toda a sua angústia, melancolia e dor, pois ao se tornar vampiro, teve que deixar para sempre o convívio com as pessoas e jamais sentir o prazer sol na pele, passa a sua existência na procura de um significado para sua vida. Depois de conhecer e se relacionar com Lestat por décadas a fio, resolve romper com este laço e procurar outros vampiros que possam estar vivendo da mesma forma que ele, que se compadeçam da condição da humanidade, de serem meras diversão e alimento para a sua espécie. Resolve também, tornar conhecida a sua conturbada e sofrida história, talvez para resgatar suas culpas e provar que no fundo de seu ser, ainda existe algo de humano (seu conflito existencial), assim concede uma entrevista a um jornalista. O filme foi indicado ao Oscar 1.994 para Melhor Direção e Música Original (Elloit Goldenthal), Curiosidades: A atriz Kirsten Dunst foi indicada ao Globo de Ouro por Melhor Atriz Coadjuvante. O papel do repórter deveria ter sido interpretado por River Phoenix (irmão de Joaquim Phoenix), mas que morreu de overdose antes do início das filmagens. O maravilhoso Figurino de época, é assinado pela inglesa Sandy Powell, já vencedora de outros prêmios e a Fotografia impecável, é do francês Philippe Rousselot, também conhecido e premiado. Foi muito comentado nas reportagens sobre o filme, que a escritora, que neste filme também foi roteirista e acompanhou de perto a produção, gostaria que Pitt interpretasse o vampiro Lestat devido ao seu tipo físico: naturalmente louro e longilíneo, mas Cruise fez questão de ser o protagonista, por já ser famoso. Sabe-se que a situação toda criou um conflito entre ambos e que havia o projeto de uma continuação, uma vez que a escritora escreveu outros dois livros: O vampiro Lestat e A Rainha dos condenados, mas que não chegou a se realizar, pelo menos não com a supervisão dela e nem com os mesmos atores, foi uma produção que teve pouquíssima divulgação. O filme também tem músicas excelentes, mas a que chama atenção é "Sympathy for the Devil" dos Rollins Stones, mas cantada pela banda Guns N' Roses, que ficou um show. Assista, eu recomendo. É muito bom!!! 

sábado, 20 de julho de 2013

Ted


Diretor: Seth MacFarlane
Atores: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Joel McHale, Giovanni Ribisi, Sam J. Jones, Tom Skerrit, Paul Campbell, Ryan Reynolds
Gênero: Comédia
Duração: 106 minutos
Ano: 2.012                                                           

Sinopse: É Natal e o pequeno John Bennet tem apenas um pedido para fazer ao Papai Noel: que seu ursinho de pelúcia  Ted ganhe vida. O garoto fica surpreso ao perceber que seu pedido foi atendido e logo se tornam grandes amigos. John e Ted crescem juntos e o urso de pelúcia se torna bastante mal humorado com a idade. Já adulto, John (Mark Wahlberg) precisa decidir entre manter a amizade de einfância ou o namoro com Lori Collins (Mila Kunis).

Filme que criou certa polêmica aqui  no Brasil e que depois disso fez mais sucesso do que o esperado, é cômico e revelador, mostra um humor politicamente incorreto ("quem consome drogas, não trabalha e não estuda é feliz"), com direito a boca suja e tudo o mais. É um filme para adulto, não para criança, Ted  é um ursinho muito fofo, mas infelizmente é só na aparência, cresceu junto com John (garoto solitário), tornou-se uma celebridade por ser único, mas cresceu e se tornou irresponsável e vulgar, tornando-se uma péssima influência para seu grande amigo e dono. Mas a questão é que na vida real, quem tem a obrigação de se desenvolver, crescer e amadurecer, somos nós humanos e não os nossos bichinhos de estimação (vivos ou não). O filme faz um questionamento bem pertinente: até quando o homem deve ficar ligado ao seu passado? Fazendo de tudo para não assumir as responsabilidades de pessoa adulta, criando mecanismos e desculpas eternas (fantasia, ilusão, drogas) para não evoluir? A vida se encarrega de nos fazer enxergar este processo, de uma maneira ou de outra, para isso temos o famoso livre-arbítrio, pode ser pelo amor ou pela dor, a escolha é nossa.  No filme John demora para perceber isso, até que encontra uma forma de conciliar tudo. Gostei!!! Curiosidades: esta é a primeira produção com atores de verdade feita por Seth MacFarlane, criador das séries de sucesso americana: Uma família da pesada (1.999) e American dad (2.005). Ele neste filme é o roteirista, produtor e diretor. Também participa do filme, fazendo a voz de Ted. Em uma cena do filme, Ted menciona o ataque terrorista de 11 de setembro, curiosamente tanto o protagonista Wahlberg como o diretor MacFarlane quase embarcaram no avião que atingiu uma das torres gêmeas. Wahlberg tinha comprado a passagem para o vôo da American Airline, mas decidiu ir dirigindo para Nova York e voar para a Califórnia depois. Já MacFarlane também pegaria o avião, mas por sorte se atrasou 10 minutos e não conseguiu embarcar. Poderiam estar mortos...Veja, é divertido!!!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O segredo de Brokeback Mountain





Diretor: Ang Lee
Atores: Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Michelle Williams, Kate Mara, Randy Quaid, Anna Faris
Gênero: Drama
Duração: 134 minutos                           
Ano: 2.005

Sinopse: Filme aplaudido de pé pelo público e críticos de cinema de todo o mundo, ganhador de dezenas de prêmios internacionais. Um conto de amor sobre o relacionamento de dois jovens, Ennis Del Mar, um rancheiro de Wyoming e Jack Twist, um vaqueiro de rodeio, que se encontram no verão de 1963, e nos anos seguintes lutam secretamente para entender e manter o amor que nutrem um pelo outro.



Filme de uma sensibilidade tocante, que mostra mais uma vez, que o amor é uma força da natureza, não escolhe sexo, cor ou raça, simplesmente somos tocados profundamente por ele e fim. As interpretações dos dois atores principais é de chamar a atenção, tanto que nem a beldade Anne Hathaway, consegue desviar o foco da dupla. São jovens, encontram-se por acaso, tornam-se amigos, mas que acabam sendo tomados por um sentimento tão forte que vai marcar a vida de ambos para sempre, sendo que cada um lida de modo completamente diferente em função de suas crenças e valores familiares. O filme é lindo e intenso, o drama compreende a dualidade dos conflitos sociais envolvidos (das relações homossexuais e da luta que travam consigo mesmo), também mostra de forma abstrata a dificuldade da rotina, da passagem dos anos e da frustração quanto à realidade na busca da felicidade. Os protagonistas Ledger (Ennis) e Gyllenhaal (Jack) conseguem transmitir com profundidade na tela, e com extrema competência, os complexos sofrimentos para aceitar e conviver com um sentimento tão forte, que não conseguem evitar e nem assumir, e das consequências traumáticas de suas escolhas. Somos brindados também com uma fotografia espetacular de Rodrigo Pietro, com paisagens lindas e frias, tão comuns no estado de Wyoming. O filme foi baseado no conto de mesmo nome de Annie Proulx e antes de virar filme e receber diversos prêmios, o roteiro de Larry McMurtry e Diana Ossane, permaneceu na gaveta durante anos por falta de investimento, desde o final da década de 90. Os diretores Marc Foster, Joel Schumacher e Gus Van Sant estiveram cotados para dirigir o filme. O papel de Ennis, foi oferecido a Mark Wahlberg, que recusou, devido ao temática. Os atores Heath Ledger e Michelle Williams se conheceram nas filmagens e logo depois se casaram, estavam juntos na festa do Oscar em 2.006. Quando foram realizar a cena do beijo, Ledger quase quebrou o nariz de Gyllenhaal, pois a cena exigia que fosse passada a idéia de violência, para expressar o sentimento conflitante dos personagens. Premiações: Oscar 2.006: ganhou de Melhor Diretor, Roteiro Adaptado e Trilha Sonora. Foi indicado a Melhor Filme, Ator (Ledger), Ator Coadjuvante (Gyllenhaal), Atriz Coadjuvante (Michelle) e Fotografia. No Globo de Ouro, ganhou para Melhor Filme Drama, Diretor, Roteiro e Canção Original "A love that will never growd old". Sendo indicado também a Melhor Ator Drama (Ledger), Atriz Coadjuvante (Michelle) e Trilha Sonora. No BAFTA, ganhou os prêmios de Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante (Gyllenhaal) e Roteiro Adaptado. E indicações a Melhor Ator, Atriz Coadjuvante, Trilha Sonora (Gustavo Santaolalla), Fotografia e Edição. No César (Itália) em 2.007 foi indicado a Melhor Filme Estrangeiro. Na premiação Independent Spirit Wards em 2.006, ganhou Melhor Filme e Diretor e teve indicação para Ator e Atriz Coadjuvante. Em 2.005 no Festival de Veneza, ganhou o Leão de Ouro. Também em 2.005, no seu ano de lançamento, na premiação de Satellite Awards ganhou para Melhor Diretor, Edição, Filme Drama e Canção Original e sendo indicado a Melhor Ator, Ator Coadjuvante, Trilha Sonora e Roteiro Adaptado. Em 2.006 no Prêmio Bodick Award foi indicado a Melhor Filme Americano. Recomendadíssimo!!!